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Rodrigo Lima


Thomaz Vita Neto
Parini considerou “espalhafatosa” ação e negou fraudes na merenda

O Ministério Público ingressou com ação civil pública pedindo a cassação dos direitos políticos do prefeito de Jales, Humberto Parini (PT), e outras 13 pessoas por fraude na licitação da merenda escolar no município. O MP pede ainda o ressarcimento de R$ 6,3 milhões aos cofres públicos, além de multa de R$ 12,6 milhões a ser paga pelos envolvidos em mais um braço da máfia da merenda na região.

Os promotores de Justiça André Luís de Souza e Wellington Luiz Villar apontaram à Justiça a existência de fraude na contratação da empresa Gente – Gerenciamento em Nutrição com Tecnologia Ltda. – entre os anos de 2006 a 2010. Além de Parini, são acusados de participação no esquema os sócios da empresa, servidores, a secretária de Educação, Élida Maria Barison da Silva, e nutricionistas contratadas pela empresa com sede em São Paulo. O Ministério Público pediu liminar ao juiz da 1ª Vara de Jales, Eduardo Henrique Moraes Nogueira, para bloquear todos os bens dos acusados.

Os promotores concluíram que houve direcionamento à empresa Gente, que disputou licitação com a empresa Nutriplus Alimentação e Tecnologia Ltda., que esteve envolvida em fraude no fornecimento de merenda na cidade de São Paulo, juntamente com o Grupo SP Alimentações. A suspeita do MP é que houve combinação na disputa. Outro indício de direcionamento foi o fato da empresa GV Consult indicar que a terceirização da merenda era “extremamente vantajosa” para o município.

A prefeitura, no entanto, não pagou nada pelo estudo. A investigação apontou que a GV Consult manteve relação comercial com a empresa Gente. Os promotores concluíram que o edital da licitação foi encomendado. Após cumprir o contrato no valor de R$ 669,2 mil em 2006, a empresa Gente teve outros quatro termos de prorrogação, o que foi considerado ilegal pelo Ministério Público. Os promotores pedem à Justiça a anulação do contrato.

Entre 2006 e 2010, a empresa faturou R$ 6,3 milhões do município. “Estranhamente, contudo, as declarações prestadas no bojo do procedimento e a documentação acostada aos autos demonstram que a municipalidade de Jales gastou mais que o necessário para fornecer merenda para as unidades escolares”, consta em trecho da ação civil proposta ontem à Justiça.

De acordo com a investigação, há provas de que houve “fraude na marcação dos pratos consumidos”, o que resultou no superfaturamento do valor pago pela merenda. Há indicação ainda de marcações indevidas, alteração de cardápios e falta de fornecimento de insumos devido a falhas de fiscalização nas escolas onde a merenda era distribuída.

Evolução

A partir de 2008, após a reeleição de Parini, os promotores concluíram que a quantidade de merenda ultrapassou as médias registradas nos últimos anos. Em 2006, foi registrado o consumo de 662.591 merendas, enquanto que no ano passado foram consumidas 1,1 milhão merendas nas escolas de Jales. Testemunhas ouvidas pelo Ministério Público disseram que houve participação de nutricionistas contratadas pela empresa Gente para acompanhar o serviço realizado nas escolas.

De acordo com merendeiras que prestavam serviço à empresa, as profissionais pediam para incluir entre os pratos sujos alguns limpos, já que assim aumentaria o número de refeições servidas. “A orientação era de que, no período da manhã, os pratos de refeição deveriam ficar entre 320 e 350”, afirmou a testemunha Márcia Marques, que trabalhava como merendeira para a empresa Gente. Já a também merendeira Zoraide Aparecida dos Santos afirmou que era determinado que fossem contados entre 150 e 200 alunos a mais.

Cartel atuou em Rio Preto

Em Rio Preto, o Ministério Público também investiga a existência da máfia da merenda na Prefeitura. O promotor de Justiça Carlos Romani disse que aguarda documentos solicitados ao procurador-geral do município, Luiz Tavolaro, e ao Tribunal de Contas do Estado (TCE). Romani foi obrigado pelo Conselho Superior do Ministério Público a reabrir a investigação na cidade após o o empresário Genivaldo Marques dos Santos – ex-sócio da Verdurama – indicar a possibilidade de fraude em licitação em Rio Preto. Ele apontou ainda a possibilidade do pagamento de propina no município.

As investigações são coordenados por um grupo de promotores de São Paulo, que tem se reunido com colegas espalhados pelo Estado. As investigações apontam que a máfia no setor da merenda tenha movimentado cerca de R$ 280 milhões em dois anos.

Tratado como “testemunha X”, o ex-sócio da Verdurama indicou que houve o pagamento de R$ 5 mil a uma pessoa identificada inicialmente como “J.”, depois como “Ivan”, que já morreu. O dinheiro seria destinado a uma festa de confraternização de fim de ano. O MP investiga a participação de empresas em licitações simuladas com o objetivo de frustrar processos licitatórios.

MP fala em ‘vistas grossas’ de prefeito

As investigações promovidas pelo Ministério Público apontaram que o prefeito de Jales, Humberto Parini (PT), e a secretária de Educação, Élida Maria Barison da Silva, fizeram “vistas grossas” para as irregularidades. “Não tomando qualquer providência, a não ser comunicar a empresa das irregularidades para que esta prestasse esclarecimentos”, consta em trecho da ação civil pública.

Para os promotores Wellington Luiz Villar e André Luís de Souza, foram comprovados os atos de improbidade administrativa cometidos por Parini, Élida, os sócios da empresa Gente, nutricionistas, servidores e ex-funcionários do município. “Ausente qualquer dúvida possível acerca da inconstitucionalidade e da ilegalidade das condutas praticadas pelos acionados, todas maculadas pela ilicitude, pelo dolo e má-fé, tal como pelo descaso com a cidadania, com a probidade na gestão dos negócios públicos, com o erário e, especialmente, com os munícipes de Jales”, diz a ação.

Ainda segundo o MP, o grupo contribuiu para que a empresa recebesse dinheiro público por serviços indevidos. “Permitiram e concorreram para o enriquecimento ilícito da empresa Gente.” Por fim, a promotoria diz que os acusados violaram os princípios da isonomia, da eficiência, da moralidade administrativa, da publicidade, da eficiência e da impessoalidade.

Em nota oficial, Parini criticou a ação do MP. “Contra mais esta acusação será apresentada ampla defesa e que fundamentará a improcedência da acusação. Deixará claro que ninguém roubou, desviou, aplicou mal ou desperdiçou recursos públicos”, disse a assessoria do prefeito, que considerou a denúncia “espalhafatosa.” Élida preferiu não se manifestar. Os representantes da empresas não foram encontrados para falar sobre as acusações. No telefone indicado pela Gente em seu site ninguém atendeu às chamadas.

Written by murilopohl

Ficou barato, por enquanto…

 

Cabe mesmo aos municípios oferecer as condições adequadas de funcionamento ao Conselho Tutelar – CT. O cumprimento de adequado exercicio das funções do CT é um dos pilares centrais do SGD – Sistema de Garantia de Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes.  Alem de veículo, computador, impressora, telefone e sede adequada, outros requisitos deverm ser disponibilizados, como acesso à internet, auxiliar administrativo, telefones celulares, etc. Se é verdade que o prefeito permitiu que  “o CT  continuasse funcionando de forma precária no prédio do Centro de Saúde do Município”. Por isto ele deve responder e ser responsabilizado.

A Constituição Federal estabelece várias prioridades para a ação da sociedade brasileira e especialmente para o Estado brasileiro. Estabelece tambem o poder/dever dos Governantes decidirem a ordem das prioridades de acordo com seu livre convencimento, considerando as peculiaridades locais (Poder Discricionário). O próprio texto constitucional, entretanto, limita a liberdade de decidir ao expressamente estabelecer uma única prioridade constitucional absoluta: a garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente. 

Segundo a matéria publicada pelo Jornal Folha do Noroeste, que abaixo transcrevemos, a condenação do ex-prefeito tem foco na locação de imóvel cuja utilização foi imprópria. Trata-se de devolução aos cofres públicos dos valores gastos. Aparentemente, isto está correto e aponta para a paulatina evolução dos mecanismos para a fiscalização dos atos dos Governantes no trato com o patrimônio público.

Mas fica uma pergunta que não quer calar. A afronta ao expressamente estabelecido na  Carta Magna não deveria ser motivo, tambem, de cobrança? Até quando os mandatários vão continuar achando que podem decidir que “estocar móveis” ou qualquer outra coisa, é prioridade? Até quando continuaremos a assistir parados atitudes que tornam letra morta nossa Carta Magna e desrespeitam a prioridade absoluta constitucional ? Ou alguem pensa que ainda não está explicito suficientemente bem o que seja adequado funciomento do Conselho Tutelar ?

O texto tem alguns grifos, são nossos. Boa leitura. 

Justiça condena ex-prefeito Joaquim a devolver valores pagos em aluguéis

 

 Em sentença publicada no final de dezembro passado, a juiza de direito Marina de Almeida Gama, da Vara Única de Urânia, julgou procedente a Ação Civil Pública de Ressarcimento de Dano, proposta pelo Ministério Público Estadual contra Joaquim Pires da Silva, ex-prefeito de Urânia.

O Ministério Público Estadual deu valor à causa em R$ 3.420,00.
Segundo a ação civil proposta pelo Ministério Público, o ex-prefeito Joaquim Pires da Silva havia contratado o aluguel de um prédio para acomodação exclusiva do Conselho Tutelar do Município de Urânia e, após, teria lhe conferido utilização diversa e inadequada, permitindo que “o Conselho Tutelar continuasse funcionando de forma precária no prédio do Centro de Saúde do Município”.
Segundo a sentença, o réu Joaquim Pires da Silva se manifestou alegando que “não há que se falar em ressarcimento ao erário, uma vez que foi dada ao prédio alugado uma finalidade pública” que na época dos fatos, segundo alegou, era prioritária e urgente

Leia mais: http://arededacidadania.wordpress.com/2011/01/22/urania-sp-prioridade-absoluta-ex-prefeito-transformou-sede-do-conselho-tutelar-em-deposito-foi-condenado/