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A Superintendência Regional do Incra em São Paulo recebeu nesta quarta-feira (16) dois imóveis rurais para a reforma agrária na região de Jales. A Justiça Federal concedeu imissão na posse da fazenda Ranchão, município de Pontalinda, e da fazenda São Vicente, município de Indiaporã. O superintendente regional do Incra, Wellington Diniz Monteiro, esteve na região para receber oficialmente a posse dos imóveis.

A fazenda Ranchão possui 502 hectares e foi declarada de interesse para a reforma agrária por decreto presidencial de 30 de setembro de 2010. A fazenda São Vicente possui 1.014 hectares e foi declarada de interesse social para a reforma agrária em 17 de agosto de 2010.

Entenda a desapropriação

Os processos de desapropriação começam com a vistoria de fiscalização agronômica para verificar se o imóvel é produtivo ou não. Se constatada a improdutividade da área, o Incra encaminha o processo para a Casa Civil e a Presidência da República decreta o imóvel de interesse social para fins de reforma agrária. A partir da publicação do decreto, o valor correspondente à indenização é depositado em juízo, iniciando o processo judicial de desapropriação.

Após a imissão do Incra na posse do imóvel, tem início o processo de criação do assentamento. São feitos estudos para avaliar quantas famílias podem ser assentadas em cada área desapropriada e, em seguida, instaura-se processo de seleção dos candidatos a um lote da reforma agrária.

 

É a chamada galera medonha que faz parte da bancada do PGN (Partido da Genitália Nacional).

E vale lembrar que o partido não tem preconceito contra nenhum candidato!

 

Direto de João Pessoa, da Paraíba.

Isso sim que é democracia. Que belezinha, hein!

O “Biuzinha” está pronto para a festa.

Esse candidato é especial para os patetas!

Dísnei em que votas e te direis quem és. Rarará!

Ele é candidato em Piraquara no Paraná, mas deveria ser em Orlando, na Flórida (EUA).

Lá com certeza tem mais brasileiros e eleitores do que aqui no Brasil.

Esse tem um cofrinho embutido.

Político e com cofrinho, esse está na profissão certa.

Tudo o que for desviado na Câmara vai direto para a cueca. Rarará!

Essa foto foi enviada por monkeynauta de São José do Egito, em Pernambuco.

O Simão acha que o macarrão deve estar vencido e já passou do ponto faz tempo.

Isso que é a melhor opção, imagine o contrário…

Ana Claúdia vai mostrar o pau. Mas de quem?

Para quem mora em Jales, no interior de São Paulo, está aí uma opção.

Mas convenhamos que com o símbolo do Palmeiras no carro, a chance dela ganhar é zero. Rarará!

Essa é a verdadeira campanha cívica.

Isso que é um ato de cidadania. Só falta ele pegar a caixa e reciclar ou, se preferir, pode mandar aqui para o Monkey News.

Olha o Serra quando ficou sabendo do empate técnico com o Russomano pela Prefeitura de São Paulo.

E na campanha vale de tudo: dançar o “tchu”, andar de skate…

Desse jeito, o Serra vai acabar participando do quadro do Faustão “Se vira nos 30”! Rarará!

Acompanhe o Monkey News pelo Twitter: @MonkeyNewsUOL .

E acompanhe também José Simão: @jose_simao.

Sindicato dos trabalhadores pede um reajuste salarial de 10%.
Empresa negociava com sindicato, quando foi surpreendida pela greve.

Do G1 Rio Preto e Araçatuba

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Mais de 300 trabalhadores da usina Guarani entraram em greve na manhã deste sábado (7), em Tanabi (SP). Segundo o presidente do Sindalquim (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Fabricação de Álcool, Químicas e Farmacêuticas de São José do Rio Preto e região), Almir Fagundes, a greve será por tempo indeterminado.

Os trabalhadores reivindicam um reajuste salarial, referente ao acordo coletivo de trabalho do setor do álcool 2012/2013. A entidade mantém o seu pedido inicial de 10% de aumento salarial. A Guarani teria oferecido 5%. “Os trabalhos foram todos paralisados. Vamos esperar uma iniciativa da empresa. Ninguém gosta de greve, mas existem situações em que somente assim o setor patronal acorda”, afirmou Fagundes.

Em nota, a Guarani afirma que estava em negociação com o sindicato quando foi surpreendida pela paralisação dos trabalhadores. A companhia informa que neste momento está reavaliando a situação.

O Ministério Público Federal em Jales protocolou ontem um Habeas Corpus com pedido de liminar no Tribunal Regional Federal da 3ª Região, em São Paulo, em defesa de um assentado de Ilha Solteira, acusado de furtar 66 lascas de madeira do Assentamento Estrela da Ilha.
A medida tem o objetivo de proteger o acusado, que não tem advogado e que, na avaliação do MPF, não deve ser processado pelo delito cometido. Além disso, o acusado não terá acesso à Defensoria Pública da União – já que o órgão não está instalado na cidade – e não teve um advogado dativo constituído pela Justiça Federal.
Em novembro de 2007, o assentado teria emprestado um trator e, com ele, retirado as lascas de madeira que estavam nas proximidades de um curral do assentamento, para cercar seu próprio lote e, assim, evitar que o gado e outros animais destruíssem a vegetação da Área de Preservação Permanente existente no local.
Segundo o despacho do juiz federal Jatir Pietroforte Lopes Vargas, ao ser surpreendido por dois policiais militares e um funcionário do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), o assentado foi alertado de que as lascas que levava pertenciam ao órgão federal. O acusado teria, então, esbravejado, “dizendo que a coisa era dele e que, dentro do assentamento, faria o que melhor entendesse”, segundo relato da decisão judicial.
Entre as opções de devolver a madeira ou acompanhar os policiais até a delegacia de polícia, “optou por retornar cerca de dois quilômetros do local onde fora flagrado e descarregar a madeira no curral”.
O procurador da República Thiago Lacerda Nobre, atual responsável pelo caso, considerou que houve apenas uma tentativa de furto e propôs uma “transação penal”, espécie de acordo em que o acusado cumpre alguma condição imposta e, em troca, o processo não é instaurado. No caso, o acusado pagaria um salário mínimo e teria que comparecer em juízo mensalmente por um determinado período até estar totalmente livre da acusação.
O juiz federal recusou o pedido do MPF com o argumento de que a pena de furto é de um a quatro anos de reclusão e que, no caso de transação, “é necessário que se aplique sobre a pena máxima a redução mínima”. Aplicando a redução de 1/3 da pena, restariam dois anos e oito meses de reclusão, pena superior aos dois anos que garantem a possibilidade da transação penal.
Revisão em Brasília
Para Nobre, no entanto, no caso de transação penal deve ser adotada a redução máxima de 2/3 da pena, o que garantiria ao acusado a possibilidade de uma eventual substituição da pena privativa de liberdade por uma restrição de direitos.
O procurador também utiliza, como argumento, o artigo 155, parágrafo segundo, do Código Penal, segundo o qual: “se o criminoso é primário, e é de pequeno valor a coisa furtada, o juiz pode substituir a pena de reclusão pela de detenção, diminuí-la de um a dois terços, ou aplicar somente a pena de multa”.
Poderia arquivar
Para o MPF, “a decisão prolatada se mostra frágil e temerária” e, em defesa da concessão de liminar, afirma que “o acusado pode vir a ser processado sem que haja justa causa para tanto, o que, indubitavelmente, trará consequências negativas para sua vida e, notadamente, para sua liberdade de ir e vir”.

Nobre acredita que o HC em favor do acusado é a melhor forma possível para se tentar estabelecer Justiça no caso. “O MPF não é, meramente, um órgão acusador. A promoção da Justiça é o objetivo da instituição. E, neste caso, a Justiça se fará apenas com uma pena proporcional à conduta do acusado”, afirmou. – No pedido de habeas corpus, Nobre explica que “o MPF só não promoveu o arquivamento aplicando o Princípio da Insignificância (em decorrência do valor do bem) pois o Código Penal, expressamente, apena o furto de pequeno valor”. Mesmo assim ele reconhece que as 66 lascas de madeira tem pouco valor comercial e que o próprio Incra admitiu que não houve prejuízo para a União. – Por não concordar com o requerimento do MPF, Vargas determinou que o inquérito policial fosse enviado ao Procurador Geral da República (o correto seria o envio para a 2ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF, instância máxima da Procuradoria Geral da República, em Brasília, para a revisão de casos penais).

Douglas Zílio – Assessoria de Comunicação CM Jales

Através de uma iniciativa da Secretaria de Desenvolvimento Territorial do Ministério do Desenvolvimento Agrário – SDT/MDA, Prefeitura do Município de Jales e do Colegiado de Desenvolvimento Territorial do Noroeste Paulista – CODETER, foi realizada na manhã da quarta-feira, dia 29 de fevereiro, no Clube do Ipê, a I Conferência de Assistência Técnica e Extensão Rural – ATER.

Durante a conferência, foram discutidos os eixos propostos pelo documento base, elaborados pela equipe do Ministério do Desenvolvimento Agrário. Coube aos participantes a elaboração de propostas que representem a realidade do meio em que vivem, elegendo, inclusive, representantes para a etapa estadual da Conferência que será realizada em Bauru – SP, entre os dias 14 e 16 de março.
O evento teve início às 8h30 com o credenciamento dos participantes e café da manhã. Às 9h00 aconteceu a abertura oficial e, logo em seguida, a discussão e aprovação do Regimento da Conferência. Já às 9h45 se deu a apresentação das instituições prestadoras de serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural, CATI, ITESP e INCRA, seguida por uma palestra com o professor Dr. Antônio Lazaro de Sant’Ana, da Unesp de Ilha Solteira que fez uma análise sobre o serviço da ATER. Ainda pela manhã ocorreu a formação de grupos de trabalho que discutiram os documentos base da Conferência.
Após o almoço, servido no Clube do Ipê, foi realizada a plenária com a apresentação e discussão das propostas elaboradas pelos grupos de trabalho e a eleição dos delegados.
Estiveram presentes no evento, José Giacomo Baccarin – Superintendente do INCRA de São Paulo, Wellington Diniz Monteiro – delegado Federal do MDA, Saulo René Pereira – técnico em Reforma e Desenvolvimento Agrário do INCRA, Neli Antonia Menegheni Nogueira – Assistente Agropecuária da CATI regional de Jales, José Luis Nogueira – Extensionista do ITESP, vereadores Luís Especiato, Osmar Pereira de Rezende e Sérgio Nishimoto, presidente da Câmara Municipal de Jales, Luiz Henrique Viotto, chefe de gabinete da Prefeitura de Jales, Léo Huber, além do engenheiro agrônomo Nilton Marques de Oliveira, coordenador da Comissão Executiva do CODETER Noroeste Paulista e da Comissão Organizadora do evento e representantes dos 36 municípios abrangidos pelo CODETER.
Segundo o Delegado do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Wellington Diniz Monteiro, a Primeira Conferência Nacional da ATER, será realizada no dia 26 de abril e é resultado de um debate que vem ocorrendo nos últimos anos e já resultou na criação da Lei de ATER em 2010. “Precisamos de uma assistência técnica gratuita, universal e de qualidade e para isso precisamos juntar os saberes do técnico, da academia e do agricultor familiar”. O delegado fez questão de ressaltar também a importância da agricultura familiar na produção de alimentos e na geração de emprego, dizendo que é essa agricultura que abastece a mesa dos brasileiros. “Tanto do rico, quanto do pobre, mais de 70% dos alimentos que a população consome vêm da agricultura familiar que gera mais de 70% do emprego no campo”, finalizou.
CODETER
O Colegiado de Desenvolvimento do Território Noroeste Paulista é composto por 36 municípios localizados no extremo Noroeste do Estado de São Paulo: Aparecida D`Oeste; Aspásia; Dirce Reis; Dolcinópolis; Estrela D`Oeste; Fernandópolis; Guarani d`Oeste; Indiaporã; Jales; Macedônia; Marinópolis; Meridiano; Mesópolis; Mira Estrela; Nova Canaã Paulista; Ouroeste; Palmeira D`Oeste; Paranapuã; Parisi; Pedranópolis; Pontalinda; Populina; Rubinéia; Santa Albertina; Santa Clara D`Oeste; Santa Fé do Sul; Santana da Ponte Pensa; Santa Rita D`Oeste; Santa Salete; São Francisco; São João das Duas Pontes; Três Fronteiras; Turmalina; Urânia; Valentim Gentil; Vitória Brasil.

A Prefeitura de Araçatuba pretende disseminar a cultura de bananas para ajudar os produtores a terem uma nova fonte de renda. Para isso, oferece o suporte necessário, ensinando todo o processo de produção das mudas de bananeiras, como também realizando o transporte dos assentados até a área de coleta dos rizomas no bairro rural da Água Limpa e seu retorno para os assentamentos.

No assentamento Hugo Herédia, a produção de mudas de bananeira pelos assentados começou a ser realizada no mês de janeiro. As plantas que já se desenvolveram, emitindo brotos e raízes, foram transplantados para os saquinhos de mudas nesta semana. No total, serão produzidas cerca de 4 mil mudas de bananeiras e essas mudas permanecerão por cerca de um mês e meio nos saquinhos até ser transplantadas para o campo.

A administração também oferece o transporte dos rizomas para os assentamentos, doação de saquinhos de mudas de bananeiras e inseticida utilizado no tratamento dessas mudas. Até agora já foram produzidas 11,4 mil mudas. As atividades continuarão nos próximos meses com a adesão de mais pessoas interessadas no plantio da cultura da bananeira.

EXPERIMENTOS
A experimentação consiste na formação de mudas de banana, por meio da divisão dos rizomas, que consistem no caule subterrâneo da planta, separando as gemas vegetativas, que originarão novas plantas. Após a separação dos rizomas, cada um com sua “gema”, a equipe plantou as mudas em um canteiro de areia grossa onde, por 21 dias, os rizomas receberam água para que pudesse brotar.

De acordo com Fernandes, a intenção é gerar mais produtividade e atender à necessidade de todos os assentados. Com a elevação da produção, os assentados não terão gastos na compra de novas mudas.

No assentamento Araçá, por exemplo, as mudas originárias do experimento brotaram e já foram transplantadas para saquinhos onde permanecerão por aproximadamente dois meses para só então serem observadas quanto aos seus crescimento e desenvolvimento.

 

Em 14 de janeiro de 2011 publicamos a matéria:

 

Termina impasse entre MST e INCRA em Andradina. Sem Terra serão recebidos 3ª feira em Brasília pelo MDA

Hoje foi atendida a primeira das reivindicações do MST e marcada para a próxima terça-feira reunião da Direção do MST no MDA em Brásília.

 

Depois de decorridos mais de um ano, apesar dos acordos firmados com o Movimento, qual a situação dos camponeses em Perreira Barreto? O comentário que recebemos  hoje relembra os acôrdos construidos e aclara o que foi efetivamente cumprido… veja:

P.A. “Frei Pedro” ( Fazenda São Rafael – Perreira Barreto)

– Parcelamento total da área;

-Liberação imediata dos Créditos de Instalação (Apoio Inicial, Fomento I e II, Habitação)

– Abertura de estradas;

– Perfuração de poços e rede distribuição de água;

– Apoio Mulher de R$ 4.800,00, em parcela única;

– Eletrificação;

como descrito em sua matéria, todo o conteúdo anterior foi proposto a mais de um ano e sabe o que foi solucionado no assentamento frei pedro????
Apenas o parcelamento da área, e abertura das estradas, se bem que de forma irregular, onde já se viu o curso da estrada passar por dentro de uma enorme erosão, diga-se uma cratera, e para moradores terrem acesso um dos assentados teve que permitir fazer a estrada dentro da sua propriedade, e as autoridades se acomodaram e nenhuma atitude tomaram para que fosse arrumado o curso correto da estrada!!!
até agora nenhum credito foi liberado, nem perfuração de poços, nem apoio a mulher, muito menos eletrificação, estão todos os assentados, sentados sem nada pra fazer, pois não se pode ter um emprego pq tem que trabalhar na terra,mas como trabalhar sem subsídios, sem ter como investir?????
Fico admirada pela demora pois estão há muito tempo sem apoio, e a finalidade da reforma agrária torna-se contrária pq sem ter com investir estão quase todos com sua tão sonhada terra improdutiva!!!!!!!!!

Recomendamos a releitura do post anterior. Caso queira clique aqui para acessa-l0 >Termina impasse entre MST e INCRA em Andradina. Sem Terra serão recebidos 3ª feira em Brasília pelo MDA>

 

 

Boa notícia para os produtores do noroeste paulista que querem diversificar culturas e aumentar a renda. O sistema de integração lavoura-pecuária-silvicultura (ILPS) tem se mostrado ótima alternativa para a produção de grãos, madeira e forragem na mesma área, de acordo com resultados parciais de projeto desenvolvido no Polo Noroeste Paulista/Apta Regional da Secretaria de Agricultura e Abastecimento. Quatro produtores da região já estão utilizando o sistema, numa área de aproximadamente 50 hectares.
O trabalho tem como meta a adoção da tecnologia por pelo menos 10% dos produtores do noroeste paulista, diz o pesquisador Wander Luis Barbosa Borges, coordenador do projeto. “Ele é importante para o desenvolvimento regional na medida em que vai incentivar a diversificação de renda com o cultivo de grãos, animais e árvores na mesma área.”
Os resultados mostram que o híbrido de eucalipto Grancam 1277, com melhor desempenho em altura, diâmetro e DAP (diâmetro à altura do peito, convencionado como o diâmetro do tronco a 1,3 m de altura), permite antecipar a entrada do gado no sistema. Outro resultado é que a produtividade do milho na mesma área que a forrageira Urochloa brizantha, foi semelhante à produtividade de milho cultivado em sistema de plantio direto.
Os trabalhos relacionados ao projeto começaram em maio de 2009 em área de pastagem degradada de aproximadamente dez anos. No primeiro ano, após preparo do solo com aração e gradagens, foi semeado milheto para formação de palhada, destinada ao cultivo direto da soja, e plantados dois híbridos de eucalipto sobre os terraços, em sistema de linha simples.

Outras informações sobre o sistema ILPS com o pesquisador Wander Borges pelo e-mail wanderborges@apta.sp.gov.br. O texto completo está disponível em http://www.apta.sp.gov.br.

Texto originalmente publicado no Jornal Folha do Noroeste.

Será realizada no dia 29 de fevereiro, a partir das 8 h da manhã no Clube do Ipê, a 1ª Conferência de Assistência Técnica e Extensão Rural – ATER, do CODETER – Conselho de Desenvolvimento Territorial do Noroeste Paulista.
Esta é uma iniciativa da Secretaria de Desenvolvimento Territorial do Ministério do Desenvolvimento Agrário – SDT/MDA, Prefeitura de Jales e do Colegiado de Desenvolvimento Territorial do Noroeste Paulista – CODERTE, que convidam toda a população a participar.
Nesta primeira Conferência serão discutidos os eixos propostos pelo documento-base elaborado pela equipe do Ministério do Desenvolvimento Agrário. Cabe aos participantes a elaboração de propostas que representem a realidade do meio em que vivem e do Território no qual estão inseridos, inclusive elegendo representantes para a etapa estadual da Conferência de ATER.
Na programação do evento estão a discussão e aprovação do regimento da conferência, apresentação das Instituições Prestadoras de Serviços de ATER (CATI, ITESP, INCRA), palestra do Prof. Dr. Antonio Lázaro de Sant’Ana – UNESP: Ilha Solteira: Uma breve análise sobre o serviço de ATER no Brasil, formação dos grupos de trabalho e discussão do documento-base (Eixos Temáticos) da conferência, plenária com apresentação e aprovação das propostas elaboradas pelos grupos de trabalho, eleição dos Delegados, entre outras.
Os Encontros Temáticos e Setoriais são atividades que comporão a etapa nacional da 1ª CNATER. Têm como objetivos ampliar a participação e aprofundar o processo de discussão das diretrizes para a Assistência Técnica e Extensão Rural.
Propor diretrizes para o Programa Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural – PRONATER.

A 1ª CNATER – Conferência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural – é organizada pelo Conselho de Desenvolvimento Rural Sustentável – CONDRAF, presidida pelo Ministro de Estado do Desenvolvimento Agrário.

07/02/2012 – Ponto de Vista
Uma leitora postou o seguinte texto no e-mail da coluna: “Quando Castelo Branco morreu num desastre de avião, verificaram os herdeiros que seu patrimônio limitava-se a um apartamento em Ipanema e umast poucas ações de empresas públicas e privadas. Costa e Silva, acometido por um derrame cerebral, recebeu de favor o privilégio de permanecer até o desenlace no palácio das Laranjeiras, deixando para a viúva a pensão de marechal e um apartamento em construção, em Copacabana. Garrastazu Médici dispunha como herança de família, de uma fazenda de gado em Bagé, mas quando adoeceu, precisou ser tratado no Hospital da Aeronáutica, no Galeão. Ernesto Geisel, antes de assumir a presidência da República, comprou o Sítio dos Cinamomos, em Teresópolis, que a filha vendeu para poder manter-se no apartamento de três quartos e sala, no Rio. João Figueiredo, depois de deixar o poder, não aguentou as despesas do Sítio do Dragão, em Petrópolis,vendendo primeiro os cavalos e depois a propriedade. Sua viúva, recentemente falecida, deixou um apartamento em São Conrado que os filhos agora colocaram à venda, ao que parece em estado lamentável de conservação. Não é nada, não é nada, mas os cinco generais-presidentes cometeram erros sem conta, mas não se meteram em negócios, não enriqueceram nem receberam benesses de empreiteiras beneficiadas durante seus governos. Sequer criaram institutos destinados a preservar seus documentos ou agenciar contratos para consultorias e palestras regiamente remuneradas. Bem diferente dos tempos atuais, não é?”.

Um jornal de nossa cidade publicou esta curiosa nota em sua coluna diária. Não consigo, no momento, vislumbrar as intenções, mas me sinto na obrigação de combatê-las desde já.

Salvo engano,  pois eu estava viajando e não acompanhei totalmente os desdobramentos, ninguém se manifestou e nem levantou nenhum contraponto sobre as absurdas comparações e informações ai descritas.

É pena, pois o assunto é rendoso e demonstra o quão nocivos foram estes cinco generais-ditadores e golpistas para nossa Pátria e, conseqüentemente, para o nosso povo, ao ponto de ninguém retrucar tamanha boçalidade e menosprezo pelo intelecto da nossa população. Isso nos prova que ainda não nos recuperamos do pavor, da repressão e da mordaça implantada por estes elementos que, mesmo depois de muitos anos do seu fim ainda povoam nosso inconsciente coletivo.

Vamos lá então aos contrapontos necessários e obrigatórios para cada blasfêmia aí descrita:

1- Esses cinco inimigos da Pátria e os políticos civis que lhe deram sustentação neste absurdo atentado contra a Democracia e contra um governo eleito pelo povo, conduziram o Brasil a vinte anos de atraso físico, pois estagnaram o crescimento do país. Mesmo que alguns digam que foram os responsáveis pela construção de boa parte da infra-estrutura vigente, ainda assim nos colocaram dentro de um atraso de décadas em relação a outras nações do mundo; moral, pois suas intenções golpistas apoiadas unicamente pela elite dominante e pelos interesses internacionais apearam do poder um governo legitimamente eleito para governarem autoritcariamente sob suas convenções doentias; intelectual, pois para manobrar uma população já devidamente mergulhada no despreparo e no atraso, negaram-nos educação para que isso nos fosse usado contra como ferramenta de controle social. Os filhos dos militares e da elite dominante estudaram, o filho do pobre continuou puxando a carroça e sendo açoitado.

2- Há controvérsias históricas quanto à fala de que não receberam benesses de empreiteiras durante seus governos, pois as principais empreiteiras que estão aí hoje no cenário nacional se agigantaram exatamente neste período, debaixo das bênçãos dos milicos e nas obras tocadas por esta gang, tudo devidamente às escuras, sem nenhum mecanismo claro que a população pudesse confiar, já que se alguém desconfiasse ou levantasse alguma dúvida, desapareceria no dia seguinte. Foi o meio mais eficaz de prestação de contas, pois não haveria dúvida alguma da transparência.

3- São os responsáveis pela grande e injusta concentração de terras que predomina hoje no Brasil, pois na ânsia de desenvolver regiões inóspitas a qualquer custo, presentearam grandes empresários com enormes quantidades de terras para empreenderem desenvolvimento e colonização.

4- Ao contrário do que prega a cidadã na defesa da suposta humildade dos generais golpistas, tiveram muita sorte os que sobreviveram à redemocratização e não foram para a cadeia pelo resto de suas vidas pagar pelos seus crimes, já que desonraram a farda que vestiam, além de traírem o povo que juraram defender e servir. O Brasil foi uma das poucas nações da América Latina que não julgou e nem puniu os militares que atentaram contra a Pátria neste período, isso graças novamente a intervenção da politicalha da elite dominante que pregava o não revanchismo, como se o conceito e a obrigação de se fazer justiça se tratasse de revanche. Justiça é reparo e como não se teve reparação e punição contra os tais personagens sinistros, outros do mesmo naipe ainda  podem se sentir estimulados nesta mesma ação, na caserna ou não, pois o neo-golpismo atual não se cria mais na caserna e sim nas redações dos grandes jornais e de uma tevê alavancada por estes militares. A pena moral do esquecimento da história eles receberam, mas ainda estão aí seus familiares recebendo indevidamente seus “soldos da vergonha e da desonra” do nosso erário público, dinheiro do povo que eles traíram.

5- Quanto à alegação de que não criaram institutos destinados à preservação de seus documentos e etc. etc. etc., é absolutamente lógico que queriam ser esquecidos (isso ficou claro nas próprias palavras do Gal. João Figueiredo numa das suas raras aparições depois do auto-exílio), pois sabiam de seus crimes e criminosos querem o esquecimento e não a perpetuação histórica.

Vivemos um período de amadurecimento democrático e estamos aprendendo com nossos erros da pós-redemocratização. A corrupção é latente, mas podemos gradativamente ir desenvolvendo mecanismos para minimizá-la. Se nossos representantes, eleitos com nossos votos e pela vontade da maioria não se comportam adequadamente, mesmo que a nossa ainda frágil Justiça não lhes alcancem, temos o recurso de execrá-los pelo voto. E antes???

Nem que todos os corruptos confessos da pós-redemocratização somem os prejuízos causados por suas ações corruptas (e é muita grana), ainda assim não dará um décimo dos prejuízos e do atraso que essa trinca de canalhas impôs ao povo brasileiro.

A principal e mais embasada alegação contra esta nota de saudosismo de um período nefasto da nossa história recente nos remete a inevitável troca de papéis. Assim como esta cidadã têm hoje o sagrado direito democrático de colocar estas suas alegações saudosistas ao público, será que naqueles tempos e sob o julgo dos cinco humildes aí acima, ela teria a coragem de manifestar qualquer opinião contrária a deles??? Com certeza não e os poucos que tiveram esta coragem pagaram com a própria vida e, com humilhações e torturas piores do que uma sentença de morte.

O maior triunfo da Democracia é o direito de expressão, este mesmo direito que esta cidadã usou para fazer estas colocações absurdas e que o quinteto nos negou, merecendo assim nosso eterno repúdio. Só o nosso repúdio, pois para puni-la pelas suas péssimas colocações não precisaremos torturá-la, nem aos seus filhos e nem ninguém da sua família, muito menos matá-la, negando o direito aos seus de enterrar o seu corpo e chorar sua morte. Esse direito nos foi negado por este quinteto de canalhas que ela considera de reputação correta.

Ter saudades do Tom Jobim, da Maysa, da Elis Regina e de outros ícones que têm capacidade de causar em nós esse tipo de sentimento, é normal. Mas, ter saudades desse quinteto aí acima, é sintoma de que o caso é sério – Vai se tratar garota!!!

Para que nunca nos esqueçamos da contribuição dos nossos algozes:

Modos e instrumentos de tortura

Reza o artigo 59 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, assinada pelo Brasil: Ninguém será submetido à tortura, nem a tra­tamento ou castigo cruel, desumano ou degradante.

Em vinte anos de Regime Militar, este princípio foi ignorado pelas autoridades brasileiras. A pesquisa revelou quase uma cente­na de modos diferentes de tortura, mediante agressão física, pressão psicológica e utilização dos mais variados instrumentos, aplicados aos presos políticos brasileiros. A documentação processual recolhida revela com riqueza de detalhes essa ação criminosa exercida sob auspício do Estado. Os depoimentos aqui parcialmente transcritos demonstram os principais modos e instrumentos de tortura adota­dos pela repressão no Brasil.

               O “pau-de-arara”

(…) O pau-de-arara consiste numa barra de ferro que é atravessada entre os punhos amarrados e a dobra do joelho, sendo o “conjunto” colocado entre duas mesas, ficando o cor­po do torturado pendurado a cerca de 20 ou 30 cm. do solo. Este método quase nunca é utilizado isoladamente, seus “com­plementos” normais são eletrochoques, a palmatória e o afo­gamento. (…)

(…) que o pau-de-arara era uma estrutura metálica, desmon­tável, (…) que era constituído de dois triângulos de tubo gal­vanizado em que um dos vértices possuía duas meias-luas em que eram apoiados e que, por sua vez, era introduzida debaixo de seus joelhos e entre as suas mãos que eram amarradas e levadas até os joelhos; (…).

o choque elétrico

(…) O eletrochoque é dado por um telefone de campanha do Exército que possuía dois fios longos que são ligados ao cor­po, normalmente nas partes sexuais, além dos ouvidos, dentes, língua e dedos. (…)

(…) que foi conduzido às dependências do DOI-CODI, onde foi torturado nu, após tomar um banho pendurado no pau-de-arara, onde recebeu choques elétricos, através de um magneto, em seus órgãos genitais e por todo o corpo, (…) foi-lhe amarrado um dos terminais do magneto num dedo de seu pé e no seu pênis, onde recebeu descargas sucessivas, a ponto de cair no chão, (…)

   A “pimentinha” e dobradores de tensão

(…) havia uma máquina chamada “pimentinha”, na lingua­gem dos torturadores, a qual era constituída de uma caixa de madeira; que no seu interior tinha um ímã permanente, no campo do qual girava um rotor combinado, de cujos termi­nais uma escova recolhia corrente elétrica que era conduzida através de fios que iam dar nos terminais que já descreveu; que essa máquina dava uma voltagem em torno de 100 volts e de grande corrente, ou seja, em torno de 10 amperes; que detalha essa máquina porque sabe que ela é a base do princí­pio fundamental: do princípio de geração de eletricidade; que essa máquina era extremamente perigosa porque a corrente elétrica aumentava em função da velocidade que se imprimia ao rotor através de uma manivela; que, em seguida, essa má­quina era aplicada com uma velocidade muito rápida a uma parada repentina e com um giro no sentido contrário, crian­do assim uma força contra eletromotriz que elevava a voltagem dos terminais em seu dobro da voltagem inicial da máquina; (…)

Apreciem o teor completo no: http://www.dhnet.org.br/dados/projetos/dh/br/tnmais/instrumentos.html

visitem o blog do lamparina no: http://robertolamparina.zip.net