Posts Tagged ‘Ocupações’

com informações de Chico Siqueira, via O Estado

A Justiça deu prazo de 48 horas para que um grupo de aproximadamente 300 militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) deixe a fazenda São Domingos, ocupada no último sábado, em Sandovalina, no Pontal do Paranapanema.

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Os sem-terra receberam nesta terça-feira a notificação expedida pelo juiz da comarca de Pirapozinho, Francisco José Dias Gomes, determinando a reintegração de posse requerida pelos donos da propriedade. Na decisão, Gomes dá praz de 48 horas, após a notificação, para os sem-terra deixarem a fazenda voluntariamente, sob pena de uso da força policial.

Lideranças dos sem-terra dizem que vão resistir. Em notra, a PM disse que espera a requisição de força policial pela Justiça para organizar uma operação para dar apoio ao oficial de Justiça e fazer com que a reintegração seja cumprida no mais curto espaço de tempo possível.

A ocupação ocorre num clima de tensão. Nos últimos dias, os donos da fazenda registraram boletins de ocorrência acusando os sem-terra de ameaçá-los e de destruir bens da propriedade. Na segunda-feira a proprietária da fazenda Iracema Calvo Paes procurou a polícia para denunciar que um dos filhos, que ainda estaria na propriedade, tinha sido ameaçado pelos sem-terra. Outro dono da fazenda Manoel Peres Neto também registrou boletim de ocorrência acusando os sem-terra de retirar cercas e derrubar plantações de cana. O MST nega as acusações.

NOTA DO MST

ABRIL VERMELHO


Mucuri, 31 de Março de 2012.


Nós trabalhadores e trabalhadoras rurais do MST, região Extremo Sul, anunciamos que nesta madrugada rompemos mais uma cerca do latifúndio em nossa região, Ocupamos em Mucuri uma fazenda da SUZANO, na qual 150 famílias estão acampadas, a fazenda tem 1.200 Hectares, não cumpre com a função social, é degradante ao meio ambiente e faz parte de um processo de empobrecimento do solo e do Povo de Mucuri e da Região. Esta é a segunda Fazenda da SUZANO ocupada na região, a Primeira foi realizada em 1º de Março deste ano, por mais de mil mulheres.

 

Está é nossa primeira ocupação, de um total de 50 que devemos realizar em toda a Bahia durante o Abril Vermelho. A ocupação destes latifúndios tem como objetivo cobrar do Governo Federal maior agilidade nos financiamentos e desapropriações para a Reforma Agrária. A direção do MST considera que o Governo Federal vem sendo irresponsável com a Reforma Agrária, sendo o Governo Dilma o que menos tem feito pela superação da pobreza através da Reforma Agrária.

O MST busca também com estas ações trazer as lembranças dos MASSACRES que os trabalhadores sofrem todos os dias, relembrando sempre aqueles que foram covardemente assassinados no MASSACRE DE ELDORADO DOS CARAJÁS em 17 de Abril de 1996 no estado do Pará.

 

Dirigente Estadual do MST –Bahia

Evanildo Costa

(73) 9902-6345

Cerca de 1000 trabalhadores rurais Sem Terra ocuparam, na manhã desta quinta-feira (8/3), a fazenda Toca da Raposa, em Planaltina (DF). A ação integra a Jornada Nacional de Lutas das Mulheres Camponesas 2012 e reivindica a destinação da área para assentamento e a aceleração do processo de Reforma Agrária no DF.
Os camponeses denunciam que parte das terras da fazenda pertence à União e foi grilada pelo produtor de soja Mário Zanatta. Em novembro de 2004, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis apreendeu mais de meia tonelada de agrotóxico contrabandeado no local. Na época, quando a fazenda foi ocupada pela primeira vez, o latifundiário tentou comprovar a posse de parte da área, mas a documentação apresentada foi considerada inválida pelos institutos responsáveis pelo levantamento da documentação.
Esta é a quinta vez que trabalhadores rurais ocupam a propriedade, que tem 1.200 hectares e fica na rodovia BR-020, que liga o DF à Bahia.
Informações à imprensa:
Mayrá Lima – (61) 9684 6534
Maria Mello – (61) 8239 5569

 

Nós Trabalhadoras rurais do MST extremo sul, rompemos mais uma (1) cerca do latifúndio em nossa região, uma fazenda foi ocupada em Alcobaça, são 1150 mulheres acampadas na fazenda Nova Esperança com 1500 Hectares, de propriedade da SUZANO PAPEL E CELULOSE.

Esta é a segunda ocupação de mulheres do MST na região, pois em março de 2011 foi ocupada em Eunapolis, a fazenda Nova America de propriedade da Veracel. Em seguida, varias outras fazendas da Veracel foram ocupadas na região.

Nós Trabalhadoras Rurais temos como objetivo de denunciar o descaso social e ambiental que as empresas multinacionais vem causando com o monocultivo de eucalipto; O desemprego, A expulsão do homen do campo, provocando o enxaço dos grandes centros urbanos, o que aumenta a violência.

Exigimos agilidade nos processos de desapropriação de terra para assentamentos de reforma agraria e nas liberações e execuções de estruturas para os assentamentos ja existentes.

Direção Regional do MST Extremo Sul

250 famílias reivindicam terra do INSS utilizada ilegalmente pela usina

Terra para produzir alimentos é uma das reivindicações dos Trabalhadores Sem Terra. Pela manhã deste sábado (06/08), 250 famílias ocuparam o Sítio Boa Vista que tem cerca de 80 hectares. A área pertence ao INSS e está localizada na região do Salto Grande no município de Americana-SP, próximo ao Sobrado Velho. As famílias reivindicam que essas terras públicas se tornem um assentamento de reforma agrária.

Já há três anos, parte desses trabalhadores está vivendo em barracos de lona, lutando por um pedaço de terra para sobreviver. Várias ocupações foram feitas na região e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) se nega a assentar as famílias.

Já há alguns anos a Usina invadiu áreas nessa região para o monocultivo da cana-de-açúcar. A monocultura da cana degrada a natureza com o esgotamento das riquezas minerais do solo e o uso intensivo de agrotóxicos. Constatamos que a Usina grila mais de 4.000 hectares de terras públicas dos governos municipal, estadual e federal.

A área é próxima ao assentamento Milton Santos, onde estão assentadas 75 famílias atualmente. Desde 2002 o MST ocupa e denuncia o uso indevido da terra pela Usina Ester, área essa que é do INSS. Na última ocupação, feita na mesma área, as famílias sofreram um despejo violento pela Policia Militar de Americana. Esse despejo foi realizado sem uma liminar da justiça, o que deixa claro que a PM executou uma ordem da Usina Ester.

Agora, mais uma vez, os usineiros, através da polícia militar, tentaram retirar as famílias por meio de uma liminar já vencida, de dois anos atrás. Mas a resistência dos trabalhadores impediu a ação ilegal da polícia neste sábado.

O acampamento tem se ampliado com a vinda de novas famílias. Elas permanecerão na área até que os órgãos responsáveis atendam todas as suas reivindicações.

Nesta segunda-feira (08/08), às 8 horas da manhã, haverá um ato político em defesa da reforma agrária na área de ocupação. Todos os companheiros e companheiras que apoiam essa luta estão convidados a participar desse ato junto com as famílias acampadas.

Terra para quem nela trabalha!

 

A terra é do povo!

 

Viva a Reforma Agrária!

MST – Regional Campinas