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Dilma Rousseff recebeu 13 oficiais-generais do Exército Brasileiro promovidos em 31 de julho

Presidenta Dilma Rousseff durante cerimônia de apresentação de novos oficiais-generais, Brasília, DF, 16/08/2011, Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Brasília, 16/08/2011 – A presidenta da República, Dilma Rousseff, reafirmou seu compromisso com a modernização das Forças Armadas. Antes, lembrou a presença dos militares na garantia da defesa nacional, na proteção de fronteiras, na pacificação de comunidades e no auxílio de áreas afetadas por desastres naturais.  A declaração ocorreu durante a cerimônia de apresentação de 13 oficiais-generais do Exército Brasileiro promovidos em 31 de julho, realizada às 16h25 de hoje no Palácio do Planalto.

“Em todas essas frentes”, ressaltou, “as Forças Armadas brasileiras têm atuado com profissionalismo, dedicação e um espírito muito forte de Brasil. Para a continuidade dessa atuação de excelência é crucial que sejamos capazes de equipar bem nossas Forças Armadas,  contribuindo para alavancar nossa capacidade produtiva, nossa indústria bélica e nossa autonomia tecnológica”, destacou.

Participaram da cerimônia no Planalto o  vice-presidente da República, Michel Temer; o ministro da Defesa, Celso Amorim; o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general-de-exército José Elito Carvalho Siqueira; o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, general-de-exército José Carlos de Nardi, e os comandantes das três Forças, almirante-de-esquadra Julio Soares de Moura Neto (Marinha), o general-de-exército Enzo Martins Peri (Exército) e o tenente-brigadeiro-do-ar Juniti Saito (Aeronáutica).

Para a chefe de Estado brasileira, o país deve incentivar os programas de desenvolvimento tecnológico das três Forças, em continuidade aos programas estruturantes da Estratégia Nacional de Defesa. “Saibam que as Forças Armadas brasileiras terão nesta Presidência um forte incentivo de profissionalismo dos nossos militares e do aprofundamento da capacitação da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, para a realização de operações conjuntas”, garantiu.

A presidenta rompeu o protocolo cumprimentando as esposas dos oficiais generais com dois beijos. No discurso, lembrou o sacrifício das famílias. “Cerimônias como esta têm por objetivo celebrar a conquista pessoal e profissional dos senhores, fruto de continuado sacrifício”, disse. “Aqui estão familiares, aqui estão amigos, aqui estão todos aqueles que acompanharam os senhores nesta longa trajetória. Eles viveram momentos difíceis: as ausências prolongadas, as inúmeras transferências. Hoje, sem sombra de dúvida, experimentam justificada alegria que todos aqui reunidos compartilhamos.”

Apresentação ao ministro

Antes de seguirem para o Palácio do Planalto, os 13 oficiais-generais se apresentaram ao ministro Celso Amorim, em curta cerimônia realizada no Salão Nobre do Ministério da Defesa. Em seu breve discurso, Amorim disse que conta com o apoio dos militares para dar conta da tarefa de conduzir o Ministério, missão que lhe foi delegada pela presidente Dilma Rousseff. “É um trabalho em conjunto”, ressaltou.

Lista dos promovidos

Ao posto de general-de-exército

Eduardo Dias da Costa Villas Bôas

Ao posto de general-de-divisão

Eduardo José Barbosa
Paulo Humberto Cesar de Oliveira
Mauro Cesar Lourena Cid
Ivan Carlos Weber Rosas
Mario Lucio Alves de Araújo
Pedro Ronalt Vieira

Ao posto de general-de-brigada

José Luiz de Paiva
Walter Nilton Pina Stoffel
Otavio Santana do Rêgo Barros
Ubiratan Poty
Marcelo Eschiletti Caldas Rodrigues
Bráulio de Paula Machado

Publicado originalmente no DefesaNet

Assessor de multinacionais tentou mudar o nome da empresa para Petrobrax

Escrito por: Imprensa da FUP

A presidenta Dilma Rousseff instalou esta semana a polêmica Câmara de Políticas de Gestão, Desempenho e Competitividade, formada por empresários e ministros, para assessorar o governo no controle e redução de gastos públicos. Apesar de não ter estrutura, nem quadro próprio de funcionários, a Câmara funcionará como uma secretaria executiva da Casa Civil, vinculada ao Conselho de Governo da Presidência. Tudo isso por si só já é polêmico, levando em conta o objetivo da empreitada: ouvir de empresários neoliberais, que sempre defenderam a redução do Estado, conselhos para cortar custos, racionalizar processos e otimizar os serviços públicos. Mais absurda ainda é a presença de Henri Philippe Reichstul neste “seleto” grupo de conselheiros da presidenta.

PETROBRAX – Estamos falando do empresário que o governo FHC colocou na Presidência da Petrobrás entre 1999 e 2001. Figura muito conhecida pelos petroleiros que enfrentaram em sua gestão o arrocho salarial e diversos ataques a direitos, como as propostas indecorosas de “compra” do extra turno e de extinção do regime 14 x 21, sem falar na farta distribuição de (sur)bônus  para gerentes, coordenadores e supervisores.  Nos três anos em que presidiu a Petrobrás, Reichstul contribuiu fortemente para o projeto político dos tucanos e demos de sucateamento e privatização da estatal. Em sua ficha corrida está a tentativa de mudança de nome da empresa para Petrobrax, a entrega de 30% da Refap para a Repsol/YPF, o afundamento da P-36 que matou 11 petroleiros, os catastróficos acidentes ambientais na Baía de Guanabara e no Paraná, a reestruturação que fragmentou a Petrobrás em 40 unidades autônomas de negócio, entre outras performances.

ENTREGUISTA –  Reichstul não dormia em serviço. Só não privatizou as FAFENs , a Replan, a Reduc e outras refinarias do Sistema Petrobrás porque os trabalhadores, organizados nacionalmente pela FUP, resistiram com muita mobilização. Depois de deixar a Petrobrás, o empresário integrou vários Conselhos de Administração de multinacionais, entre elas a Repsol – a mesma que foi agraciada em sua gestão com ativos da Refap e de blocos de petróleo. É, no mínimo, muita ingenuidade do governo querer ouvir conselhos desse tipo de empresário para controlar e reduzir gastos públicos. Se o Reichstul ainda fosse o presidente da Petrobrás, o PAC não existiria, pois a estatal jamais investiria no fortalecimento do Estado e em projetos de desenvolvimento nacional. O pré-sal, então, já estaria entregue às multinacionais há muito tempo.