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 do Brasília Confidencial

    Relatório da Polícia Federal, sobre o desvio de dinheiro público no Amapá, acusa o governador, Pedro Paulo Dias, de negociar com uma empresa asiática para receber propina de US$ 30 milhões pela legalização de fazendas que o grupo compraria no estado.  

    Em mil quilos de material apreendido durante a investigação e em dois meses de escuta telefônica, a PF encontrou indícios de fraudes em quase todos os contratos que analisou.

    O relatório aponta também desvio de dinheiro público no reembolso de despesas médicas do Tribunal de Contas do Amapá. Conselheiros do tribunal receberam de R$ 15 mil a R$ 160 mil para cobrir gastos com tratamentos nunca realizados.

    A Polícia Federal constatou ainda que, entre novembro de 2005 a janeiro de 2007, o presidente do Tribunal de Contas, José Júlio de Miranda Coelho, sacou mais de R$ 7,5 milhões das contas do órgão. Na casa de praia dele, na Paraíba, a polícia apreendeu carros de luxo avaliados em R$ 3 milhões.

    O governador, o ex-governador Waldez de Góis e o presidente do tribunal continuam presos em Brasília, assim como outros três envolvidos. Os outros 12 presos na sexta-feira foram liberados durante a madrugada, por ordem do Superior Tribunal de Justiça.

Entidade aponta que são cometidos 700 crimes sexuais contra crianças na internet. Equivale a uma média de um por hora
Ernesto Braga
ernestobraga.df@dabr.com.br

 Brasília – O crescimento da internet tem contribuído para a expansão de um crime que não respeita as fronteiras: a pedofilia. De acordo com dados divulgados pela ONG SaferNnet Brasil, que recebe denúncias de pedofilia e de outros crimes cibernéticos, são registrados no país, a cada mês, cerca de 700 crimes sexuais contra crianças e adolescentes na rede mundial de computadores. Uma média de 23,3 por dia, um por hora.

A rapidez com que esse tipo de delito se difunde é uma das preocupações das organizações policiais internacionais. No Brasil, não é diferente. Em Minas Gerais, a Delegacia de Defesa Institucional (Delinst) da Polícia Federal já abriu neste ano 23 inquéritos para investigar ações de grupos internacionais de pedofilia na web. O número equivale ao total de inquéritos abertos ao longo de 2009, assim como de 2008, e comprova a tendência de crescimento desse tipo de prática criminosa.

Além do aumento do número de inquéritos abertos para investigar as redesinternacionais, as constantes operações da PF para apreender material pornográfico divulgado pela internet e prender suspeitos de pedofilia são mais uma prova de que é preciso agir com rigor para reprimir este delito. Em 27 de julho, a PF deflagrou a Operação Tapete Persa, abrangendo Distrito Federal e 10 estados. Foram presas 24 pessoas, na maior operação de combate à pedofilia já feita no Brasil, e apreendido farto material em computadores, DVDs, CDs e meios eletrônicos.

Somente nas três últimas semanas, a PF prendeu dois homens envolvidos com redes internacionais de pedofilia na internet em Minas. Pornografia infantil é crime previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), com pena de até oito anos de cadeia. De acordo com o ECA, é proibido armazenar, oferecer, trocar, disponibilizar, transmitir, distribuir, publicar e/ou divulgar fotografia, vídeo ou outro registro que contenha cenas de sexo explícito ou pornografia envolvendo criança ou adolescente.

A chefe da Delinst, delegada Tatiana AlvesTorres, explica que é atribuição da PF investigar casos em que as redes de pornografia têm ramificações internacionais. “Geralmente, quando cai na internet, há essa ramificação”, ressalta, lembrando que isso dificulta mensurar a quantidade de criminosos e vítimas. “Dependendo do caso, são milhares de pessoas. Caiu na internet, o acesso é ilimitado”, explica. Segundo o senador Magno Malta (PR-ES), presidente da CPI de Combate à Pedofilia, cada pessoa que posta uma foto pornográfica a repassa a pelo menos outras 20.

Ramificado – Uma operação da PF em setembro de 2009, em Minas, São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará, constatou a ligação de pedófilos desses estados com outros de 23 países. Na ocasião, sete pessoas foram presas. À frente da Delinst desde março, a delegada Tatiana Torres se diz surpresa com a quantidade de queixas em relação ao tema. “É incrível a quantidade de sites e material oferecido na internet.”

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Os canais de apoio da Polícia Federal são o Disque 100 (serviço telefônico), o site http://denuncia.pf.gov.br e o e-mail denuncia.ddh@dpf.gov.br