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José Roberto de Toledo – O Estado de S.Paulo

O PMDB é o maior aliado do PT. O PMDB é o maior adversário do PT. Se conseguir explicar a um marciano como as duas frases estão corretas ao mesmo tempo, você terá entendido como funciona a política no Brasil. Talvez consiga entender até o mensalão. Quanto ao marciano, há o risco de ele sair voando para outro planeta, onde a teoria quântica se limite à física.

PMDB e PT se apoiam mutuamente em 1.225 eleições de prefeito este ano. Os petistas dão apoio a 811 peemedebistas, e recebem de volta as juras de amor do PMDB em 414 cidades. É, de longe, a maior aliança entre dois partidos. A segunda ligação mais popular, do PSDB com o PP e vice-versa, é 27% menos frequente do que a ligação petista-peemedebista. Mas a coroa dessa moeda é proporcional à cara onde se assenta.

PMDB e PT se batem diretamente por 579 prefeituras. É o confronto mais comum nestas eleições, à frente até da disputa entre os arquirrivais petistas e tucanos. Se fosse luta de MMA seria tão repetida quanto Anderson Silva versus Chael Sonnen.

Como explicar essa contradição? Que os maiores aliados sejam, ao mesmo tempo, os maiores rivais? Que possam ir da cama ao octógono com tanta naturalidade? A teoria das probabilidades explica o que a ciência política tem dificuldade de justificar.

O PMDB é, dentre todos, o partido com mais candidatos a prefeito. É uma necessidade que a sigla alimenta desde que ganhou o “P”. O PMDB alicerça sua catedral federal na base municipalista. Sem milhares de prefeitos, não elegeria quase uma centena de deputados federais, e seus cardeais não teriam o que barganhar com o presidente de plantão. O PMDB depende de prefeitos como a Igreja depende de padres. Sua força é proporcional à quantidade de paróquias.

Quem tem mais candidatos tem também maior probabilidade de ter mais adversários. E o segundo partido que mais lançou candidatos a prefeito em 2012 foi o PT. Logo, o intenso confronto PMDB X PT é uma consequência aritmética. Parece cru, mas é como as coisas funcionam nas eleições municipais brasileiras.

O PSDB é o terceiro partido em candidatos a prefeito. Seus confrontos diretos com PT (em 535 cidades) e com PMDB (522) estão, como manda a probabilística, entre os três mais frequentes. A regra se repete com impressionante proporcionalidade à medida que descemos a escada partidária: quanto menos candidatos a prefeito, menor o número de confrontos entre duas siglas. Há raras exceções em que a ideologia ou as conveniências superaram as leis da probabilidade.

A mais surpreendente é a união de PSDB e PP. Os tucanos fizeram 899 coligações com o partido de Paulo Maluf, mas só têm confrontos diretos com o PP em 165 cidades, o que demonstra uma aliança premeditada. A ironia é que, para garantir tempo de TV a Fernando Haddad em São Paulo, Lula posou para foto com Maluf, mas foram os candidatos a prefeito do PSDB que mais apoios receberam do PP malufista: 548, contra 342 candidatos petistas. O PP serviu ao PT no varejo e ao PSDB no atacado.

Quando subtraímos os confrontos das alianças, o mapa político brasileiro fica ainda mais claro. O único saldo negativo é o da relação PT X PSDB. São apenas 343 apoios recíprocos, contra 535 confrontos diretos na eleição de prefeitos. Nem sempre foi assim, mas o acirramento da disputa entre os dois partidos nas últimas cinco eleições presidenciais acabou se refletindo em conflitos crescentes e alianças cadentes na política local.

O saldo de apoios também prova que a mais forte relação eleitoral, entre todos os partidos, é a do DEM com o PSDB: têm proporcionalmente menos confrontos (157) e mais coligações (911) nas disputas por prefeituras. É uma relação quase subalterna, na qual o DEM dá mais do que o dobro de apoios do que recebe dos tucanos. Sinal de que uma eventual fusão das duas siglas teria poucos empecilhos na base partidária.

Outra regra emerge dos números de embates e coligações: quanto mais candidatos a prefeito têm um partido, menos apoios ele dá e mais ele recebe das demais legendas. O PMDB supera todos os demais em apoios, o PT supera todos menos o PMDB, o PSDB supera todos menos PT e PMDB, e assim vai. É a prova de que quem tem mais pode mais – e de que os partidos políticos brasileiros fazem de tudo entre si, só não dão beijo na boca.

 

O sapo não lava o pé

Não lava porque não quer

Ele mora lá na lagoa

Não lava o pé porque não quer

Mas que chulé!!!

 

Ainda está repercutindo muito nos bairros de Votuporanga a sabatina da Tv Tem com o prefeito Marão Filho.

Mesmo com a tradicional mídia simpática (???) local não dando ênfase à “derrapada” do prefeito, temos que reconhecer o mérito da reportagem, onde nossa população teve direito ao microfone aberto pela grande mídia regional e pode fazer suas críticas diretamente sem precisar de intermediários.

O desempenho inerte e apático do prefeito Marão Filho na entrevista é justificável, pois foi logo após ele ter retornado de um tour pela Europa no gozo das suas merecidas férias. Convenhamos que não seja fácil o sujeito desembarcar de uma Ferrari e subir num Fiat 147 movido a álcool, né???.

Imagine-se você com as imagens das mais belas paisagens européias ainda na cabeça: lembrando dos lugares históricos que você conheceu, dos passeios maravilhosos que você fez, das comidas saborosas que você degustou, dos dias agradáveis e aconchegantes que você passou no inverno europeu e atc… Aí, ainda em êxtase, vem um sujeito (esqueceram de combinar com os russos…) e te bombardeia com perguntas impossíveis de se esquivar: sobre favelas que você não urbanizou, problemas na saúde que você não resolveu, questionando investimentos que você não fez e os que você fez e não surtiram os efeitos desejados, etc… É de largar o sujeito perplexo, o que pelo jeito parece ter acontecido com nosso prefeito. Agora, já novamente aclimatizado à realidade, se fosse comigo eu pediria um chorinho, digo, outra chance.

O prefeito Marão Filho raramente vacila com as palavras, é um sujeito preparado e tranqüilo, preciso em suas falas, mesmo sendo deveras passional (diferente do seu antecessor, que só fala a m… que lhe vem na cabeça), mas naquele dia as palavras não encaixaram, possivelmente pela aflição diante de se combater fatos, que aqui são proibidos de se repercutir, mas estão aí para todo mundo ver. Você pode até impedir que se fale neles com a massificação do marketing ilusório contrário, mas não tem como tapar os olhos de toda uma população que está refém dos seus efeitos (será que o sapo não lava o pé porque não quer???).

Alguns momentos são dignos de reflexão profunda: o cidadão Diégeneo Furtado usou o atenuante de “o pessoal” para dizer que a administração não está usando adequadamente os nossos recursos públicos onde de fato amenize os problemas dos que deles dependem; Jonatas Rodrigo Borges mostrou a realidade da invasão de escorpiões na cidade (coisa que este blogueiro já está cansado de pedir providências); a dona Neuza Correa nos revelou que não tem esgoto no seu barraco (dois pecados numa só fala, o fato de estar morando em uma sub-moradia e – cadê a SAEV Ambiental??? Será que é a mesma autarquia que gasta uma fortuna para se passar por ecologicamente correta???), bem às margens da represa municipal de captação d água.

Mas, o argumento mais simplista e revelador utilizado por um depoente foi o momento em que a reportagem pergunta ao cidadão Edmilson Ferreira o que falta na sua área e ele responde que: “falta tirar a gente daqui. Faz vinte e poucos anos que tem isso aqui e passa um e fala que vai tirar passa outro e fala a mesma coisa, mas não tira…”. Com esta afirmação acordamos do sono eterno, pois descobrimos que aqui também tem demagogo e a politicalha se farta com a necessidade da população, enquanto na outra ponta do novelo investe dinheiro público para fomentar projetos sem urgência e de necessidade bastante discutível.

O flagrante dos problemas na saúde, conferidos in loco pela reportagem, é algo que já nos habituamos a conviver e acabam se tornando insolúveis (como dizem eles para justificar a ingerência – Em outros lugares é pior…), mesmo diante dos muitos investimentos que o prefeito citou.

Na habitação, anoto um pequeno deslize do prefeito (espero que a síndrome de Pinóquio não o acometa) ao dizer que sua administração está priorizando os investimentos no setor e combatendo o déficit, o que já provei no outro post sobre o assunto, ser uma inverdade. Sua administração está investindo mais do que a do seu antecessor (que quase nada fez), mas muito longe de combater de fato o déficit. Outra derrapada do prefeito no assunto habitação foi dizer que teve que privilegiar quem está pagando aluguel. Confesso que àquela fala me soou confusa, pois todos os que se credenciam para receber uma moradia popular, ou pagam aluguel, ou moram de favor com familiares (o que é mais grave do que pagar aluguel, pois gera conflitos intermináveis), ou moram em locais inadequados e de risco (estes sim deveriam ser os privilegiados). Ou, será que não é esta a realidade de Votuporanga???

Na remodelação do transporte urbano nem precisa falar nada, pois o próprio apresentador fez o papel de contestador lúcido nesta remodelação mal sucedida feita pela atual administração, mesmo sem conhecer realmente os verdadeiros pontos negativos dela, também já citados no post anterior.

O prefeito Marão Filho tem se destacado como hábil captador de recursos nas esferas estadual e federal. Tem demonstrado empenho e muitos méritos nesta área. Já nas escolhas e nas aplicações desses recursos, infelizmente, a administração não tem privilegiado de fato quem mais necessitam deles.

É um fato que nada e nem ninguém poderá esconder da nossa população, nem mesmo manobrando esta legião de interesses que estão acoitados dentro da máquina pública municipal para minimizar esta ação.

Diante de tanta perfeição com que apregoam o ilusionismo municipal, a impressão que nos dá é a de que realmente o sapo não lava o pé porque não quer!!!

A reportagem da Tv Tem nos elucidou esta dúvida.

 

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As atividades do deputado estadual Marcelino Galo (PT) nos acampamentos Margarida Alves (Itabela) e Guaita (Guaratinga) reuniu mais de mil famílias de trabalhadores e trabalhadoras do campo. O parlamentar está na região desde o domingo (10) visitando colônias e associações de pescadores, comunidades quilombolas e assentamentos e acampamentos do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) para ouvir as reivindicações e apresentar um balanço dos trabalhos na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). O encontro em Itabela e Guaratinga aconteceu durante todo o dia de ontem, quinta-feira (14), culminando com uma plenária na Câmara de Vereadores de Itabela, que contou com lideranças políticas da região.

 

“Tanto o Margarida Alves quanto o Guaita são acampamentos fruto do Abril Vermelho e já estão começando a colher o que plantaram durante a ocupação. Milho, abóbora, melancia, mandioca, feijão de corda, são alguns dos cultivos que já estão gerando renda e alimentos para as famílias acampadas, além de comercializarem boa parte dessa produção para as feiras-livres da região”, afirma Galo.

 

Com 920 barracos de lona e cerca de 600 famílias, o acampamento Margarida Alves é um símbolo de luta recente pela resistência e afirmação da importância do Brasil realizar uma reforma agrária ordenada e com acompanhamento técnico. “Assim que ocupamos tivemos a preocupação de construir um prédio escolar e hoje o acampamento está com grande produção de alimentos. Arrancamos o eucalipto e plantamos alimentos para a sobrevivência dessas famílias acampadas”, declara o diretor estadual do MST, Luciano Pereira, que ainda informa que o acampamento de Guaita possui 120 famílias e já tem iluminação e água encanada.

 

As atividades do deputado Marcelino Galo foram concluídas com uma plenária na Câmara de Vereadores de Itabela, que reuniu membros do PT, além do prefeito municipal Osvaldo Caribé, do vice Adailton, dos vereadores Marksonei Vasconcelos (Max), Lúcio França, Renaldo Porto, secretários municipais como Aldair Almeida (Agricultura), Regilmar (Obras), além do chefe de gabinete Rubem Vieira, do presidente do PT local, Valtim Lima. Participaram também da atividade no acampamento Guaita, o presidente do PC do B de Guaratinga, Inocêncio Pinheiro, que também é o secretário de Desenvolvimento Agrário do município.

AGRO-PECUáRIA – BRASIL  –
Mato Grosso do Sul
“Muitos não teriam acesso ao alimento, não fosse o Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar (PAA), considerado por vários países um exemplo de sucesso”, afirmou a secretária nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Maya Takagi, na abertura da oficina nacional com prefeitos e gestores municipais do PAA, que ocorre quinta a sexta-feira (30 e 1º), em Brasília.Maya disse que o encontro com os prefeitos pretende unir esforços para o Plano Brasil Sem Miséria. “É um grande comprometimento na busca ativa, na inclusão produtiva, na geração de renda e no acompanhamento das famílias”, declarou.

Cerca de 180 pessoas participam do encontro, que pretende avaliar o programa, trocar experiências e alinhar estratégias de ação do plano. “O PAA tem sido um sucesso no meu município; motiva os produtores a continuarem produzindo, com a garantia de compra a preço justo”, definiu o prefeito de Araçatuba (SP), Cido Sério. Segundo ele, 300 pequenos agricultores comercializam sua produção para o PAA. “Em 2009 e 2010, foram R$ 2,5 milhões.”

Para Denise Colin, secretária nacional de Assistência Social do MDS, “o PAA efetiva a garantia do direito constitucional à alimentação”. Ela lembrou que se deve reconhecer a importância da ação dos municípios e que as secretarias municipais de Assistência Social serão chamadas a desenvolver ações do Brasil Sem Miséria. “São elas que têm experiência para tratar com esse público.”

Marco Antônio Leite, coordenador de Comercialização da Agricultura Familiar da Secretaria da Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), descreveu as ações do plano. “A assistência técnica, num primeiro momento, atenderá 20 mil pequenos agricultores. A ideia é que atue como um médico da família. O profissional vai conhecer, identificar as necessidades, acompanhar, ser um agente para buscar soluções.”

Participaram também da oficina o chefe de gabinete da Secretaria Extraordinária de Superação da Extrema Pobreza, Nabil Kadri, que apresentou o Plano Brasil Sem Miséria, e Maria Luiza da Silva, coordenadora de Agricultura Familiar do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), que explicou a importância do PAA na merenda escolar.

Programa – O PAA visa contribuir para a segurança alimentar e nutricional de pessoas atendidas pela rede de equipamentos públicos de alimentação e nutrição (Restaurantes Populares, Cozinhas Comunitárias, Bancos de Alimentos) e pela rede socioassistencial, além de promover a inclusão econômica e social no campo, por meio do fortalecimento da agricultura familiar.

Os alimentos são adquiridos diretamente de agricultores familiares ou de suas organizações (cooperativas e associações), dispensada a licitação, desde que os preços sejam compatíveis com os praticados nos mercados locais e/ou regionais. Por ano, os agricultores podem vender ao programa R$ 4,5 mil.

Desde 2003, o PAA já investiu mais de R$ 3,5 bilhões na aquisição de 3,1 milhões de toneladas de alimentos de cerca de 160 mil agricultores por ano. Os produtos abastecem anualmente 25 mil entidades, beneficiando 15 milhões de pessoas. Para 2011, o orçamento do programa é de R$ 640 milhões.

RIO – O prefeito da cidade mineira de Dom Cavati, Jair Vieira Campos (DEM), diz em vídeo divulgado no YouTube que é analfabeto e comprou seu diploma. As cenas foram gravadas quando Campos discursava em um palco para moradores do município, localizado a 280 km de Belo Horizonte.

A Lei Eleitoral proíbe a candidatura de pessoas que não sabem ler e escrever. Em seu registro de candidatura, Campos afirma ter ensino fundamental incompleto.

– Comprei um diploma. Eles me deram o maior trabalho. Sou analfabeto, mas sei trabalhar. E eu agradeço de coração a comunidade de Dom Cavati – diz o prefeito no vídeo que, entre erros de concordância, pede a proteção de Nossa Senhora Aparecida para todos os moradores.

O prefeito foi eleito em 2008 com 1.919 votos, exatamente o mesmo número conseguido pelo outro candidato, Pedro Euzébio Sobrinho (PT). Em outubro daquele ano, a cidade tinha 4.343 eleitores cadastrados. Com o empate – os dois eram os únicos candidatos -, Campos levou a melhor porque é mais velho e ficou com o cargo.

Em 2009, Sobrinho entrou com um recursos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo a cassação de Campos, com a alegação de que o adversário é analfabeto. A Corte entendeu que não havia provas suficientes para cassar o prefeito. Sobrinho, então, protocolou em 23 de novembro do ano passado outro recurso no Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), sob a alegação de corrupção ou fraude por parte do prefeito. A ação entrou na pauta no dia 29 de março deste ano, mas a juíza eleitoral Luciana Nepomuceno pediu vista e não há previsão para o julgamento.

Campos foi procurado, mas funcionários da prefeitura informaram que ele não estava no gabinete.

Veja o vídeo >>> aqui

Fonte: O Globo

Funcionários e integrantes de uma família de políticos e usineiros do interior paulista se cadastraram no programa federal de regularização fundiária para receber terras em Mato Grosso.
Todos os cadastros tem a mesma indicação de endereço e, segundo o governo, há indícios da divisão da área em diferentes pedaços para driblar limites do programa.
Somadas, as terras pretendidas pelo grupo atingem 1.832 hectares. Somente podem participar do programa, o Terra Legal, áreas com até 1.500 hectares -acima disso, vão a leilão ou voltam ao patrimônio público.
No cadastro, aparecem filhos, sobrinhos e funcionários do prefeito de Pitangueiras (SP), João Batista de Andrade (PSDB), que é usineiro.
Além deles, estão na lista o chefe do escritório da usina da família e um secretário da prefeitura da cidade.
Responsável pelo programa, o Ministério do Desenvolvimento Agrário investiga o caso. O coordenador do programa em MT, Nelson de Barros, afirmou que, numa vistoria prévia feita no local, foram encontrados indícios de fracionamento da terra.
A área, no município de Barra do Garças, é destinada à pecuária extensiva, como é chamada a criação de gado solto no pasto.
“Encontramos vários indícios de fracionamento da terra, como apenas uma casa e vários requerimentos para o mesmo lugar”, disse.
Barros afirmou ainda que o fracionamento acontece quando o dono de um grande imóvel, em busca da regularização, divide suas terras em pequenos pedaços e coloca cada um no nome de uma pessoa diferente, que solicita o título ao governo.
O programa avalia os dados do cadastro, mede a área por GPS e emite o papel. No entanto, como não tem obrigação de checar a área em campo, não há como saber se a pessoa estava no local antes da data estipulada pelo programa (final de 2004).
O Terra Legal exige ainda que o posseiro comprove que tira seu sustento exclusivamente da área.
Segundo a assessoria do programa, as terras deveriam ser destinadas principalmente para famílias de baixa renda da região e que vivam da agricultura familiar.
No caso da família Andrade e seus funcionários cadastrados no Terra Legal, todos têm residência fixa em Pitangueiras e não moram ou exercem atividades em MT.
Numa página de relacionamentos na internet, a sobrinha do prefeito exibe fotos de uma viagem aos EUA. Outro sobrinho diz que está em Buenos Aires. Na usina, a secretária do usineiro irmão do prefeito disse que ele está em férias fora do país.
A família controla duas usinas, uma em Pitangueiras e outra em Frutal (MG). A unidade paulista, por exemplo, estima para a atual safra 216 milhões de toneladas de açúcar e 58 milhões de litros de álcool combustível.
Fonte: Folh

Portal Terra 

BRASÍLIA – Chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um habeas-corpus com pedido de liminar impetrado em favor do prefeito de Macapá (AP), Roberto Góes, preso preventivamente desde o último dia 18 por ordem do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ele é investigado, juntamente com outras autoridades estaduais, por suposto esquema de corrupção no estado.

De acordo com o advogado de defesa do prefeito, a prisão de seu cliente foi fundamentada apenas na “capacidade em tese do administrador municipal de escolher bem seus subordinados e prevenir desvios”. O decreto prisional “não tem um só fundamento fático a sustentar a custódia preventiva”, concluiu a defesa, pedindo a expedição de alvará de soltura em nome do prefeito.

Como o habeas tem pedido de liminar e o Supremo já se encontra em recesso forense, o processo será direcionado à análise da Presidência