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Rede estadual de ensino  SP

 

A descontinuidade de políticas na Educação e os erros dos projetos adotados durante as últimas gestões tucanas no Estado de São Paulo – Alckmin/ Serra – produziram uma unanimidade entre especialistas do setor: é preciso urgentemente recuperar a credibilidade da Escola Pública e interromper o ciclo responsável pelo analfabetismo funcional.

As escolas estaduais de São Paulo recebem cerca de 5 milhões de alunos e empregam aproximadamente 220 mil professores; 46% deles ou 101 mil admitidos em caráter temporário. As péssimas condições de trabalho e os baixos salários são motivo de preocupação não apenas para a categoria, mas também para pais e alunos da rede estadual.

O último Saresp – Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar de São Paulo – reflete as dificuldades que os professores encontram para ensinar em condições tão adversas. Matemática é a disciplina que registra as médias mais baixas. Aproximadamente 60% dos estudantes do 3º ano do ensino médio têm baixo conhecimento da disciplina, que é uma das que têm maior déficit de professores com formação específica.

A falta de professores preparados para ensinar aos alunos conceitos mais complexos compromete a qualidade do ensino e amplia o analfabetismo funcional. Segundo dados do PNAD – Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios -, a taxa de analfabetismo funcional de jovens com mais de 15 anos em 2009 foi de 13,8%. No Ensino Médio, o percentual de jovens que não estudam também é bastante alto: 13,2% estão fora da escola. São mais de 240 mil estudantes.

Segundo a Unesco – Organização das Nações Unidas para a Educação a Ciência e a Cultura -, o analfabeto funcional sabe escrever seu próprio nome, assim como ler e escrever frases simples, até efetua cálculos básicos, mas é incapaz de interpretar o que lê e de usar a leitura e a escrita em atividades do dia-a-dia.

A crise no ensino público ampliou o número de pessoas nesta condição, ‘incapazes de elaborar o conhecimento’, característica do analfabetismo funcional, e tornou-se uma preocupação não apenas para educadores e especialistas, mas para empresas e empregadores, que já encontram dificuldades para preencher vagas com profissionais melhor qualificados.

Além da falta de professores, há outro fator responsável pelo fenômeno: a progressão continuada, adotada a partir de 1998 em São Paulo. Apesar de ser considerada uma metodologia pedagógica avançada por especialistas, a progressão transformou-se em sinônimo de aprovação automática dos alunos da rede estadual paulista, devido à falta de condições estruturais e de formação dos professores.

O método, que permite ao aluno avanços sucessivos e sem interrupções nas séries ou ciclos do ensino, tornou-se uma forma de melhorar indicadores de repetência e evasão escolar, sem preocupações com a qualidade do ensino. O resultado é visível: jovens que, muitas vezes, chegam às universidades sem o conhecimento de conteúdos básicos que deveriam ter sido aprendidos no ensino fundamental e médio, como o domínio da própria Língua Portuguesa.

Por que dos impostos que TODOS do andar de baixo pagamos saem subsídios para as escolas particulares? Por que a burguesia desconta do Imposto de Renda os valores pagos pelo ensino particular de seus filhos? Por que se permite o desconto com a Saúde Privada?

Este dinheiro seria mais do que suficiente para revolucionar a Escola Pública e tambem o SUS… mas…

Bem, segue o texto controverso, qual peixeira bem afiada, e como sempre corajoso da Cremilda (de olho na escola).

Cap. Virgulino Ferreira da Silva

 

“O candidato do PT perguntando ao candidato do PSDB:  QUEM QUER COLOCAR SEU FILHO NA ESCOLA PÚBLICA ?

Todos deveriamos querer colocar os nossos filhos na escola pública. Uma vez que ela é uma escola que pagamos a vida inteira para nossos filhos usarem poucos anos. Deveria pelo preço que custa, ser da melhor qualidade.

Temos um dos maiores impostos do mundo e a escola pública além do imposto tem muita verba que vem de empresas privadas e até do exterior. Uma escola miserável com verba milionários por falta de fiscalização. Uma escola corrupta, que desvia dinheiro de merenda quando não a joga no lixo. Uma escola que joga material didático no lixo, quando os professores não fazem uma montanha e queimam na frente da Secretaria de Educação de São Paulo, sem que ninguém seja punido.
Bons professores mal aproveitados e acuados na escola, tomada pela desordem, os maus profissionais contaminando a rede toda.
Aluno considerado como estorvo.  A grande imprensa maravilhada pelo poder absoluto do Sindicato dos Professores, só divulga a violência pelo víes da corporação e demonizam o aluno. Aliás a imprensa só divulga o que o sindicato lhes passa sem ouvir os pais e alunos. Até as brigas normais entre crianças e adolescentes são divulgadas como se fossem crimes hediondos.
O aluno transformado em réu e culpado pela má qualidade do ensino e pela violência da escola.
Quem sabe qual o melhor professor é o aluno .

Pergunte o que é uma escola boa e uma direção exemplar ? Pergunte aos pais. Os pais, verdadeiros donos da escola, e que pagam a conta toda, nunca são ouvidos. Não temos e nunca tivemos uma instância desatrelada da corporação para investigar as denúncias dos pais.

Denúncia contra mau professor não dá em nada. O professor símbolo da impunidade que é hoje Coordenador da Escola Estadual Adelaide Ferraz de Oliveira, foi promovido depois de ser acusado de promover o bulliyng. A diretoria de Ensino Leste 4 declarou em documento oficial que era normal professor chamar aluno de “bicha”, no caso um aluno reagiu e foi espancado.
Na escola pública se redescobriu a lei da gravidade. Se os pais baterem muito em um fruto podre ele sobe ao invéz de cair….
Esquecem do aluno, esquecem do educador. Claro que se houver punição, os abusos tendem a dimunuir até o limite do suportável, até desaparecer de vez e a escola pública vir a ser melhor que escola particular.
Então tem jeito…. Jeito tem, falta coragem e vontade politica. O remédio para curar a escola pública no seu estertor e em estado de coma, é amargo, mas cura.”

Fonte: cremildadentrodaescola.wordpress.com

Foram mais de duas horas de debate. Na maior parte do tempo o tema Educação foi discutido. E o resumo da ópera era claro: o estado mais rico do Brasil abandonou a Educação nos últimos 16 anos. No debate promovido pela TV Gazeta, em parceria com o jornal O Estado de São Paulo (24/08), Aloizio Mercadante demonstrou exatamente o contrário do candidato do PSDB ao governo: Educação é prioridade para Mercadante: “Fui líder de um governo que é o mais bem avaliado da história do Brasil. Pôs os jovens que não tinham oportunidade de estudar, através do ProUni, na universidade; duplicou as universidades públicas”.

O debate foi dividido em cinco blocos, intermediado pela jornalista Maria Lydia da TV Gazeta. Os cinco candidatos mais bem colocados nas pesquisas participaram do evento. Na primeira parte, a discussão foi a necessidade de resgatar a credibilidade do homem público. O candidato do PT ao governo reafirmou seu compromisso com a ética e lembrou sua trajetória política ao lado do presidente Lula. “É só andar nas ruas e ver o apoio que o povo brasileiro dá a Lula e a Dilma. Eu quero trazer este Brasil que deu certo para São Paulo sair da apatia. Como é que vai ter credibilidade o homem público se esta situação está atingindo milhões de paulistanos hoje com ensino precário?”

Aloizio Mercadante lembrou o quanto é afinado com o governo Lula. “Eu faço parte de um projeto, há mais de 30 anos. Um governo que tirou 25 milhões de pessoas da pobreza. Para as instituições terem credibilidade é fundamental que um país como o Brasil distribua a renda. Recuperou o salário mínimo, gerou 14 milhões de empregos”, concluiu o senador. 

Discutir Educação com Mercadante é como receber um passe de Paulo Henrique Ganso, fantástico meia do Santos. Quando o jornalista Luiz Fernando Rila, editor executivo e coordenador da cobertura eleitoral do Estadão, perguntou sobre a nova fórmula de cálculo dos salários dos professores da rede estadual, o senador do PT lembrou que metade dos professores, depois de 16 anos de PSDB, está sem carreira, estabilidade ou perspectiva de progresso profissional. Mercadante falou que o atual governo de SP é incapaz de dialogar e valorizar o funcionalismo público, principalmente na Educação, e foi ainda mais duro em sua crítica: “Nós temos que ter carreira, com ela a gente resolve boa parte destes problemas. Não precisa ficar inventando uma política de remunerar só uma parcela. Não tenho nada contra pagar por desempenho, mas do jeito que está não pode continuar”.

O show de passes precisos do “boleiro” Mercadante sobre Educação continuaram no debate da TV Gazeta/Estadão. Ainda sobre a valorização dos professores do ensino estadual, ele continuou: “tem um exame de avaliação que só até 20% da categoria pode receber o bônus, mesmo que passe na avaliação não recebe se chegar a 20%. E quem recebeu só vai receber quatro anos depois. 20% de 20% é 4% da categoria. Ou seja, fizeram um pau de sebo que o professor não chega nunca”.

Só isso? Claro que não. Mercadante mostrou mais. Lembrou que o nível salarial dos professores de São Paulo é o 14º pior em todo Brasil, atrás inclusive de estados mais pobres. Para Mercadante, a carreira é o mérito essencial, e solucionar esta insatisfação passa pela valorização do professor, com salários dignos, motivação e diálogo. “É carreira. É assim na universidade. Professor mestre, professor doutor, professor titular. Tem uma perspectiva de carreira. Além disso, pode se pagar por desempenho? Ter um bônus por desempenho? Sou favorável. O que está aí não dá. Dizer para uma categoria profissional que está há cinco anos sem reajuste salarial e que metade não tem concurso, que 20% se passar na avaliação de desempenho vai receber um bônus e depois que receber não tem perspectiva de progresso mais… Tem de esperar quatro anos na fila e só 20% recebem de novo?”

O passe de Mercadante foi perfeito. Quem vai concluir para o gol? (Leia mais sobre o debate aqui)

Assista ao vídeo da campanha eleitoral de Mercadante. Veja fotos de Mercadante na Gazeta.