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 do Brasília Confidencial

    Relatório da Polícia Federal, sobre o desvio de dinheiro público no Amapá, acusa o governador, Pedro Paulo Dias, de negociar com uma empresa asiática para receber propina de US$ 30 milhões pela legalização de fazendas que o grupo compraria no estado.  

    Em mil quilos de material apreendido durante a investigação e em dois meses de escuta telefônica, a PF encontrou indícios de fraudes em quase todos os contratos que analisou.

    O relatório aponta também desvio de dinheiro público no reembolso de despesas médicas do Tribunal de Contas do Amapá. Conselheiros do tribunal receberam de R$ 15 mil a R$ 160 mil para cobrir gastos com tratamentos nunca realizados.

    A Polícia Federal constatou ainda que, entre novembro de 2005 a janeiro de 2007, o presidente do Tribunal de Contas, José Júlio de Miranda Coelho, sacou mais de R$ 7,5 milhões das contas do órgão. Na casa de praia dele, na Paraíba, a polícia apreendeu carros de luxo avaliados em R$ 3 milhões.

    O governador, o ex-governador Waldez de Góis e o presidente do tribunal continuam presos em Brasília, assim como outros três envolvidos. Os outros 12 presos na sexta-feira foram liberados durante a madrugada, por ordem do Superior Tribunal de Justiça.

do Brasília Confidencial

    O ministro João Otávio de Noronha, do Superior Tribunal de Justiça, acolheu pedido do Ministério Público Federal e prorrogou por cinco dias a prisão temporária de seis das 18 pessoas presas sob a acusação de participarem de um esquema de desvio de verbas no Amapá. Continuarão presos o governador Pedro Paulo Dias (PP), o ex-governador Waldez Góes (PDT), o presidente do Tribunal de Contas do Estado, José Júlio de Miranda Coelho, o ex-secretário de Educação José Adauto Santos Bitencourt, o secretário estadual de Segurança, Aldo Alves Ferreira, e o empresário Alexandre Gomes de Albuquerque.  

    O prazo de prisão preventiva de todos os 18 suspeitos expiraria hoje, mas, para o Ministério Público, a prorrogação é necessária para garantir o andamento das investigações e para não comprometer os depoimentos em curso. O ministro do STJ determinou a expedição de alvará de soltura para que os outros detidos sejam liberados. Todos são suspeitas de praticar corrupção ativa e passiva, peculato, advocacia administrativa, ocultação de bens e valores, lavagem de dinheiro, fraude em licitações, tráfico de influência e formação de quadrilha, entre outros crimes.

    Também ontem, o ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal,  rejeitou os pedidos de soltura do ex-governador Waldez Góes (PDT) e de sua esposa, Marília Xavier.

 do Brasília Confidencial

    A Polícia Federal prendeu ontem o prefeito de Dourados (MS), Ari Artuzi (PDT), a mulher dele, Maria Aparecida, o vice-prefeito, Carlos Roberto Bernardes, nove vereadores, quatro secretários municipais e mais 12 pessoas – todos acusados de fraude em licitações, corrupção ativa e formação de quadrilha. 

    Investigações iniciadas em maio evidenciam que o prefeito chefiava um esquema de corrupção e cobrança de propina para enriquecer e também para pagar vereadores em troca de apoio. Dez porcento do valor de cada contrato fechado para a execução de obras iam para a quadrilha, formada também por secretários municipais, empreiteiros, prestadores de serviços, vereadores e servidores públicos. 

    Entre os presos estão os secretários de Obras, de Finanças, de Administração e de Serviços Urbanos de Dourados; o presidente e o vice-presidente da Câmara Municipal, Sidlei Alves da Silva (DEM) e José Carlos de Souza (PSDB); o procurador-geral do município, Alziro Arnal Moreno, e um diretor do Hospital Evangélico. Outras 38 pessoas foram levadas à delegacia da Polícia Federal para prestar depoimentos sobre o esquema.