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O PPS dará entrada hoje (7) pela manhã no pedido de afastamento do senador Gim Argello (PTB-DF) da relatoria-geral do Orçamento de 2011. “De imediato, o partido vai pedir o afastamento. Até porque quem deveria zelar pela lisura do Orçamento, no caso o senador Gim Argello, está no centro do escândalo”, critica o deputado federal Raul Jungmann (PPS-PE).

Para o deputado, a manutenção do senador na relatoria do Orçamento coloca sob suspeita todo o planejamento financeiro da União para 2011. “Não podemos macular o Orçamento Geral da União”, enfatiza. Para o presidente nacional do partido e deputado federal eleito Roberto Freire (SP), “torna-se incompatível a atuação (de Argello) como relator do Orçamento. Caso contrário, teremos de novo o Congresso envolvido com uma CPI do Orçamento”.

Outros quatro deputados – O senador Eduardo Suplicy (PT-SP), um dos autores do requerimento para CPI dos Anões do Orçamento em 1993, conversou com Argello e pediu a ele que explique as denúncias o quanto antes. Suplicy pontua que esta é uma situação que afeta não só a Comissão de Orçamento, mas todo o Congresso Nacional. “É necessário que ele esclareça ao Congresso Nacional e à opinião pública de que não houve, da sua parte, qualquer envolvimento com entidades fantasmas”, ressalta Suplicy.

O jornal O Estado de S.Paulo traz mais nomes de parlamentares que poderiam estar envolvidos em um esquema de repasse de verbas para institutos fantasmas. O montante repassado teria atingido os R$ 3 milhões. Além do senador petebista, os deputados Carlos Alberto Lereia (PSDB-GO), Sandro Mabel (PR-GO), Rodovalho (PP-DF) e Laerte Bessa (PSC-DF) estariam sob suspeição. Ele teriam destinado recursos de suas emendas para projetos que apresentaram prestações de contas superfaturadas endereços falsos e uso de “laranjas”.

Argello se defende – Em sua defesa, nesta segunda-feira (6), Argello afirma que as empresas que receberam dinheiro de suas emendas individuais foram escolhidas pelo Ministério da Cultura e que não cabe a ele fiscalizá-las. “Cabe ao Tribunal de Contas da União (TCU) e ao governo federal, por meio de seus órgãos controladores, investigar a idoneidade dessas empresas beneficiadas com recursos orçamentários”.

O deputado Rodovalho utiliza o mesmo argumento: “foi o ministério que definiu para quem ia a verba”. O deputado Carlos Alberto Lereia ainda está procurando em qual município está a irregularidade para se manifestar. Já Mabel e Bessa prometeram emitir nota, assim que se interarem melhor sobre a denúncia.

Fonte: Brasília Confidencial

 

O relator do Orçamento da União de 2011, senador Gim Argello (PTB-DF), faria parte de um esquema que repassou cerca de R$ 3 milhões a institutos fantasmas por meio de emendas individuais do parlamentar. É o que afirma reportagem do jornal O Estado de S.Paulo.

A notícia denuncia que o dinheiro, procedente também dos ministérios do Turismo e da Cultura, teria passado pelos institutos Brasil Sempre à Frente, Planalto Central, Inbraest, Projeto Viver e pela RC Assessoria e Marketing, até chegar a um mecânico e um jardineiro. Indagado, o jardineiro Moisés Morais teria dito não saber da existência de tanto dinheiro e que recebia R$ 500 por mês do promotor de festas,  Carlos Henrique Pina, para assinar a documentação.

Fonte: Brasília Confidencial

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