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Ex-líder do expulso do MST e outras 4 pessoas ficam presas até o julgamento

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Nomes de vinte e três produtores de Santo Anastácio teriam sido usados no programa

Contrato envolvendo Conab e Instituto repassaria em média a cada fornecedor 4 mil reais

A Polícia Federal deve investigar uma suspeita de fraude num dos programas da Conab, a Companhia Nacional de Abastecimento. Nomes de produtores rurais de Santo Anastácio teriam sido usados indevidamente por um Instituto de Agricultores de Sandovalina.

Instituto de Agricultores de Sandovalina é um desses prejudicados. Ele caminha desanimado entre os dois hectares de feijão que plantou no sítio em Santo Anastácio. O agricultor esperava vender a produção para a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). Mas como o nome dele já aparece num dos programas da companhia, não pôde fazer o cadastro.

“Usaram o meu nome, fizeram esse financiamento falsificando minha assinatura. E agora meu feijão está quase no ponto de colher. Como fica meus planos, projetos”, disse Cristiano

Mas ele não é o único prejudicado. Outros 23 produtores rurais de Santo Anastácio estão na mesma situação. O nome de Leonardo César Silva também consta na relação enviada pelo Instituto à Conab. Mas ele garante que também não se inscreveu em nenhum programa do Governo Federal.

“Além da questão financeira, das entidades que também não estão recebendo esse recurso todo. A gente foi lesado na condição de cidadãos, de trabalhadores. Através do CPF e falsificação de assinaturas. Algo muito grave”, contou Leonardo

O valor total do contrato entre o Instituto de Desenvolvimento Rural, Educacional e Cultural do Pontal e a Conab foi de mais de 250 mil reais para o fornecimento de alface, carne bovina, feijão, manga e carne de tilápia. Alimentos distribuídos para 8647 mil pessoas de seis entidades assistenciais. Cada um dos 51 produtores cadastrados deveria receber em média, 4230 mil. Deveria, porque os de Santo Anastácio – que representam metade do grupo – tiveram o nome usado indevidamente e dizem que não ficaram com um centavo sequer.

Foi registrado um boletim de ocorrência sobre estelionato na delegacia de Santo Anastácio, mas como se trata de verba enviada pela união o caso foi remetido à Polícia Federal de Presidente Prudente. Segundo os documentos da Conab, a sede da entidade funciona em um sítio no assentamento Bom Pastor, em Sandovalina. O responsável pelo Instituto é Ernandes Santana. Nós o procuramos no sítio, mas a sogra disse que ele não estava.

A Conab informou que o contrato com o Instituto foi suspenso. Enquanto isso, quem teve o nome usado sem autorização aguarda uma solução para o problema.

Nós tentamos falar novamente com o responsável pelo Instituto. Mas, Ernandes Santana não atendeu nossas ligações.

Ontem pela manhã, cerca de 350 SEM TERRA, provenientes dos acampamentos e assentamentos do Pontal do Paranapanema (SP), ocuparam a Unidade Regional do INCRA, em Teodoro Sampaio, município localizado no extremo Oeste de São Paulo.

A liberação de créditos para os assentados e a demissão do superintendente do Incra em São Paulo, Raimundo Pires, são algumas das exigências do grupo, que não tem prazo para deixar a sede. A ocupação segundo os dirigentes é por tempo indeterminado e não aceitam negociar com o atual Superintendente do INCRA de São Paulo, Raimundo Pires Silva.

Em todas as entrevistas nos meios de comunicação, dadas pelos dirigentes Estaduais do MST, um questionamento sistemático é feito a atual gestão do INCRA de São Paulo. Em relação ao processo de arrecadação de Terras, além de questionarem o tamanho dos módulos implementados pela atual gestão do INCRA em todas as regiões do Estado de São Paulo. O Tamanho dos Módulos se baseia em uma instrução normativa do INCRA para região Amazônica na criação de PDS – Projeto emergencial de Desenvolvimento Sustentável, levando em consideração as características edafoclimáticas da região amazônica.

Prevendo uma estada demorada, os sem-terra levaram colchões e mantimentos. “Trouxemos arroz, feijão, panelas e cada um trouxe o seu colchão. Vamos dormir e tomar banho aqui, o Incra tem ótimos chuveiros e boa estrutura, estrutura do povo”, ironizou Maria Aparecida Gonçalves, de 41 anos, coordenadora regional do MST.

Objetivos já declarados.

A ocupação tem como objetivo a reivindicação do cumprimento da pauta que já, há muito tempo, foi apresentada ao Incra, que segue as mesmas reivindicações da ocupação na semana passada na Unidade Avançada de Andradina. Maria Aparecida disse que o movimento quer negociar direto com o governo federal. “Vamos negociar direto com quem manda, com o Pires não dá para negociar”, afirmou, explicando que uma pauta estadual será enviada a Brasília. “Esperamos uma resposta do governo federal, só sairemos daqui com uma resposta”, avisou.

Foi que o também afirmou Ricardo Barbosa, de 28 anos, dirigente estadual do MST, ligado à direção nacional do movimento. Ele criticou o governo federal e o governo paulista, tachando ambos de “omissos”: “O governo federal abandonou a reforma agrária, não se falou da reforma agrária na eleição, ela está paralisada e só em São Paulo há três mil famílias esperando assentamento. Nem o governo do Estado, que vira as costas para as terras devolutas, não dá a devida atenção e ambos são omissos”. O dirigente acusou o superintendente regional do Incra de falta de vontade política e falta de compromisso

Pauta formal deve ser entregue hoje.

Entre os pontos básicos da pauta, estão: desapropriação das áreas improdutivas no estado de São Paulo; liberação de créditos nos assentamentos; e infraestrutura nos mesmos (água, estrada, habitação, etc). Aguarda-se a entrega formal da pauta de reivindicações para o dia de hoje. Especula-se que o documento será o de Andradina adicionado de outras demandas regionais para compor a pauta Estadual.

A reunião de terça-feira em Brasília.

Da ocupação de Andradina resultou uma reunião que com o Presidente do INCRA Rolf onde foi convidado o Superintendente de São Paulo Raimundo (Bom Bril), e um Assessor do Deputado Federal Paulo Teixeira… leia mais: http://wp.me/p10dkU-hR