Archive for the ‘HIDROVIAS’ Category

reuniao bancada1309_D1O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, esteve reunido nesta terça-feira (13) com a bancada do Partido dos Trabalhadores na Câmara dos Deputados. O encontro teve como pauta principal o plano de investimentos da empresa e a valorização do conteúdo nacional produzido e utilizado pela estatal.

Diante de um plenário lotado, com quase toda a bancada petista, Gabrielli apresentou os detalhes do novo Plano de Negócios da Petrobras, que terá grande impacto no desenvolvimento do País, em vários setores e, sobretudo, em âmbito regional e local.

Para o período 2011-2015 a Petrobras prevê investir 224,7 bilhões de dólares, montante que é três vezes superior ao Plano Marshall – apoio econômico dos EUA para a reconstrução da Europa após a II Guerra – e maior também do que os investimentos da Nasa, agência aeroespacial norte-americana, na corrida espacial que levou o homem à lua.

“O plano da Petrobras é, provavelmente, o maior programa de investimento entre todas as empresas do mundo. Desses 224,7 bilhões de dólares, 95% serão investidos no Brasil e, desse total, 65% serão fornecidos por empresas brasileiras. Nós estimamos que esse programa sustentará, a cada ano, a criação de um milhão de novos postos de trabalho”, declarou o presidente Gabrielli.

Para o deputado Paulo Teixeira (PT-SP) a Petrobras é fundamental para fortalecer o Brasil no atual momento de turbulência internacional. “Agora, no momento de crise, os investimentos da Petrobras serão decisivos para que o desenvolvimento brasileiro não seja afetado pela crise internacional”, afirmou Teixeira.

O líder ainda enalteceu o papel estratégico da estatal durante os governos petistas. “No governo Lula e agora no governo Dilma a Petrobras só tem crescido e ampliado a sua importância no mundo, ao contrário do que aconteceu no governo FHC, quando quiseram até privatizá-la”, ressaltou Paulo Teixeira.

Recursos humanos e desenvolvimento regional – Vários deputados elogiaram a Petrobras e destacaram pontos do Plano de Negócios da estatal. O deputado José Guimarães (PT-CE), vice-líder do Governo na Câmara, por exemplo, comemorou os investimentos da empresa na região Nordeste, que chegarão a 45,4 bilhões de dólares até 2015. “São cinco novas refinarias, sendo três no Nordeste, e além da construção das refinarias, os investimentos terão impacto decisivo no PIB de cada estado”, disse Guimarães, na tribuna da Câmara.

Entre 2010 e 2014 a Petrobras pretende qualificar mais de 212 mil pessoas através de cursos de formação técnica, o que implicará investimentos de R$ 554 milhões.

A preocupação com a formação de recursos humanos foi exaltada pelo deputado Carlinhos Almeida (PT-SP). “A Petrobras investe na formação e treinamento de pessoal. Em São José dos Campos a Petrobras tem uma parceria com o governo federal para termos a nossa escola técnica federal. Nós vivemos esse processo na nossa região, mas existe no Brasil todo”, elogiou Almeida.

O deputado Geraldo Simões (PT-BA) foi outro que discursou na tribuna e lembrou que “a nossa frota passará de 287 navios para 568, o número de plataforma passará de 44 para 94, o número de sondas, de 15 para 65. É uma empresa que nos deixa orgulhosos”.
Confira link abaixo a apresentação de José Sérgio Gabrielli sobre o Plano de Negócios da Petrobrás (2011-2015):

petrobras20112015.pdf

Rogério Tomaz Jr.

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Agenda presidencial Nesta terça-feira (13/9), segundo agenda de trabalho, a presidenta Dilma Rousseff inicia suas atividades em Araçatuba (SP), onde está prevista sua chegada às 10h30. No município paulista, a presidenta participa do lançamento da pedra fundamental do Estaleiro Rio Tietê, no Parque Portuário de Araçatuba.

De lá, a presidenta Dilma segue para São Paulo (SP) para participar da cerimônia de assinatura do termo aditivo ao convênio de apoio financeiro nº 04/99 para construção do Rodoanel de São Paulo – Trecho Norte. A solenidade acontece no Palácio dos Bandeirantes.

Ao término da cerimônia, Dilma Rousseff retorna para a capital federal e desembarca na Base Aérea de Brasília por volta das 18h30.

Redação, com ABr – de Brasília

O projeto de construção de Belo Monte, no Rio Xingu, passou por aprimoramento e a área de inundação foi reduzida em cerca de 60%

A construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA), não irá atingir nenhuma das dez terras indígenas localizadas nas proximidades do empreendimento. A afirmação foi feita pela presidenta Dilma Rousseff na coluna semanal Conversa com a Presidenta, publicada nesta terça-feira em jornais.

Belo Monte será fundamental para o desenvolvimento da região e do país, e o reservatório não vai atingir nenhuma das dez terras indígenas da área. Os povos indígenas não serão removidos de suas aldeias –, explicou a presidenta em resposta a uma leitora que perguntou sobre as consequências da construção da usina.

Dilma esclarece também que o projeto de construção passou por aprimoramento e a área de inundação foi reduzida em aproximadamente 60%. A hidrelétrica terá um canal ou escada de peixes, para não interromper a piracema e serão investidos R$ 32 milhões em ações de compensação e mitigação dos impactos socioambientais.

No último dia 3 o governo deu início, em Altamira (PA), ao primeiro mutirão da Operação Cidadania Xingu para minimizar os impactos regionais da construção da usina, alvo de manifestações de indígenas e integrantes de comunidades tradicionais. Além de Altamira, 11 municípios receberão os mutirões.

Até 2025, segundo o planejamento do governo federal, 29% de todo o transporte brasileiro será efetuado por hidrovias. 


A conclusão das obras das eclusas de Tucuruí, que será acompanhada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta terça-feira (30), além de ser considerada uma dasmaiores obras de infraestrutura logística do país, é politicamente simbólica para o governo federal. Viabilizada pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com investimento de R$ 1 bilhão, a obra teve início há quase 30 anos e foi diversas vezes interrompida nas administrações anteriores.

“É uma vitória do trabalho sério e da persistência sobre a falta de vontade política, que havia paralisado os serviços diversas vezes desde que a obra começou em 1981”, comemora o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antônio Pagot.

Em 1989, a primeira paralisação – Inicialmente comandada pela extinta Portobras, aconstrução das eclusas teve andamento normal até 1984, quando o ritmo foi reduzido gradativamente até a interrupção em 1989. Nove anos depois, em 1998, os serviços foram reiniciados, mas houve nova desaceleração por determinação do Tribunal de Contas da União. Reativadas mais uma vez em 2004, as obras seguiram até outubro de 2005. Somente em março de 2007, após a inclusão no PAC e a assinatura do contrato de delegação firmado entre o Dnit e a Eletronorte, foi possível retomar a construção.

25 Maracanãs – A obra impressiona pela grandiosidade. O volume de concreto usado na obra seria suficiente para construir 25 estádios de futebol do tamanho do Maracanã. São duas eclusas, com 210 metros de largura e 33 metros de comprimento cada – ligadas por um canal intermediário de 5,5 quilômetros – que permitirão apassagem de comboios de até 19 mil toneladas. Assim, esses comboios farão, sem dificuldade, o percurso de 445 quilômetros entre os portos paraenses de Vila do Conde e Marabá.
Até agora, estes comboios carregados de minério precisavam navegar de Marabá a Tucuruí. Lá, realizavam o transbordo para caminhões e, logo depois do desnível de 74 metros, a carga voltava a ser transportada pelo rio até os portos de Belém e Vila do Conde.

Transporte hidroviário – Com a conclusão das eclusas, o transbordo deixa de ser necessário e a viagem ficará mais curta. O que resulta em redução de custos, além de viabilizar a implantação da siderúrgica Aços Laminados do Pará (Alpa). A Alpa representa um investimento de R$ 3,3 bilhões e a logística está inteiramente baseada no modal hidroviário.

Até 2025, segundo o planejamento do governo federal, 29% de todo o transporte brasileiro será efetuado por hidrovias, meio que polui menos e reduz custos de transporte, tornando os produtos mais competitivos no exterior. Atualmente, apenas 13% da carga no país é transportada por via fluvial.

Fonte: Brasília Confidencial