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A senadora Marta Suplicy (PT-SP) acompanha a presidenta Dilma Rousseff em viagem aos Estados Unidos. Também estão na comitiva da presidenta Dilma a ministra chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, o ministro da Ciência e Tecnologia, Marco Antonio Raupp, o presidente da Financiadora de Projetos (Finep), Glauco Arbix, e o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Glaucius Oliva.

Afinar o diálogo bilateral entre o Brasil e os Estados Unidos em temas como ciência e tecnologia, inovação, cooperação educacional, comércio, sustentabilidade, energia, cultura e direitos humanos, é o objetivo das conversas que a presidenta Dilma terá com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, nesta segunda-feira (09/04), na Casa Branca, em Washington.

A viagem de Dilma aos Estados Unidos pode ser considerada como uma cortesia à visita que Obama fez ao País há um ano, quando da posse da primeira mulher presidenta do Brasil, mas a aproximação dos dois países tende a aumentar por causa do interesse mútuo das duas nações.

Os Estados Unidos foram o segundo maior parceiro comercial brasileiro no ano passado – o primeiro é a China – cuja participação no comércio exterior foi de 12,4%. Entre 2007 e 2011, o intercâmbio comercial do Brasil com os EUA cresceu 37%, saindo de US$ 44 bilhões para US$ 60 bilhões e só neste ano o comércio já movimentou US$ 9,5 bilhões.

Diante desse potencial mercado que aproxima os dois países, Dilma e Obama vão discutir alternativas para ampliar os 24 mecanismos bilaterais que existem entre o Brasil e os EUA, como o Diálogo de Parceria Global, o Diálogo Econômico e Financeiro e o Diálogo Estratégico sobre energia.

Mas considerando que o Brasil foi a sexta maior fonte de visitantes para os EUA – atrás do Canadá, México, Japão, Reino Unido e Alemanha – e que os norte-americanos foram a segunda maior fonte de visitas para o Brasil – atrás apenas da Argentina -, Dilma e Obama poderão selar o fim da obrigatoriedade de concessão de vistos. Há menos de dois meses, o governo norte-americano anunciou um relaxamento nas exigências para a concessão de vistos a brasileiros que desejam viajar a turismo ou estudar nas universidades locais.

E nessa área especificamente os planos da presidenta Dilma são ambiciosos. O Brasil quer enviar nos próximos anos pelo menos 20 mil estudantes para as universidades norte-americanas a serem distribuídos em 18 áreas de tecnologia, engenharia, biomedicina e biodiversidade. Na área cultural, aguarda-se a assinatura de um acordo entre o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e a Smithsonian Institution para capacitação técnica. Em relação à Rio+20, a presidenta Dilma fará um convite para que Obama participe do evento que acontecerá em junho.

Após o encontro de hoje, os dois líderes farão um comunicado à imprensa. Obama oferecerá um almoço para Dilma e na parte da tarde a presidenta se reunirá com empresários do Grupo Estados Unidos-Brasil, no Eisenhower Executive Office Building. No final da tarde, Dilma participará do seminário Brasil-Estados Unidos: Parceria para o Século 21, na Câmara de Comércio.

Amanhã, em Cambridge (Massachusetts), a presidenta Dilma visitará o Massachusetts Institute of Technology (MIT), onde manterá encontros com a comunidade acadêmica e científica e a Universidade de Harvard, onde terá encontro com bolsistas brasileiros selecionados pelo programa Ciência sem Fronteiras.

Economia Mundial

No encontro com o presidente Barack Obama, Dilma deverá fazer uma análise da recente Cúpula dos países que formam os Brics – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – e que nesse momento da crise financeira mundial figuram como indutores do crescimento, pelo vigor de seus mercados internos.

A receita brasileira é manter o crescimento econômico com a geração de empregos, sem fixar de lado o acompanhamento rigoroso das contas públicas. Apesar de os EUA terem mostrado ligeira melhora da economia, o índice de desemprego é um dos mais altos da história, acima de 10%. E o mercado interno brasileiro, assim como de outros países em desenvolvimento – podem significar uma alternativa para os EUA saírem da crise, embora a presidenta Dilma deva apontar que o governo brasileiro não está disposto a figurar somente como um importador de manufaturados.

Aliás, o pacote de medidas para incentivar a indústria brasileira, anunciado por Dilma na semana passada, reafirma o interesse do Brasil em recuperar a produção de manufaturados, com foco nos investimentos em ciência, tecnologia e inovação.

Marcello Antunes, com informações da Agência Brasil e do Ministério de Relações Exteriores.

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado (03.04.2012)

Fonte: PT no Senado

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AO REPERCUTIR A OPERAÇÃO DE REINTEGRAÇÃO DE POSSE NO BAIRRO PINHEIRINHO, EM ARTIGO NA FOLHA, O SENADOR ALOYSIO NUNES TENTA DEFENDER O INDEFENSÁVEL

02 de Fevereiro de 2012
Marta Suplicy

Em artigo na Folha de São Paulo repercutindo a operação de reintegração de posse no bairro Pinheirinho, em São José dos Campos/SP, o Senador Aloysio Nunes tenta defender o indefensável, opondo “mentiras” e “verdades” numa tentativa de transformar fatos sérios e amplamente divulgados pela imprensa em “ocorrências” decorrentes de uma decisão judicial, como se o cumprimento das leis pudesse justificar a violência de uma ação mal planejada.

Fundamentarei minhas ponderações aos argumentos do Senador com fatos, pois uma operação que envolve o desalojamento mais de 1.600 famílias e chama a atenção do mundo pela truculência policial não pode ser tratada como mera disputa eleitoral.

Aloysio Nunes: Desde 2004, a União nunca se manifestou no processo como parte nem solicitou o deslocamento dos autos para a Justiça Federal. Em 13 de janeiro de 2012, oito anos após a invasão, quando a reintegração já era certa, o Ministério das Cidades -logo o das Cidades, do combalido ministro Mário Negromonte – entregou às pressas à Justiça um “protocolo de intenções”. Sem assinatura, sem dinheiro, sem cronograma para reassentar famílias nem indicação de áreas, o documento, segundo a Justiça, “não dizia nada”, era uma “intenção política vaga”.

Marta Suplicy: Desde 2005, o Ministério das Cidades reitera seu interesse em colaborar na solução pacífica para o conflito e se prontificou em priorizar o município de São José dos Campos em programas federais como o de urbanização de assentamentos precários e de habitação para famílias de baixa renda. Porém, cabe à prefeitura dispor sobre a gestão do solo urbano, uma competência constitucional do município, bem como o cadastramento das propostas e a elaboração dos projetos técnicos, o que não aconteceu até agora.

Aloysio Nunes: Não houve, felizmente, nenhuma morte, assim como nas 164 reintegrações feitas pela Polícia Militar em 2011. O massacre não existiu, mas o governo do PT divulgou industrialmente a calúnia. A mentira ganhou corpo quando a “Agência Brasil”, empresa federal, paga com dinheiro do contribuinte, publicou entrevista de um advogado dos invasores dando a entender que seria o porta-voz da OAB, entidade que o desautorizou. A mentira ganhou o mundo. Presente no local, sem explicar se na condição de ativista ou de servidor público, Paulo Maldos, militante petista instalado numa sinecura chamada Secretaria Nacional de Articulação Social, disse ter sido atingido por uma bala de borracha. Não fez BO nem autorizou exame de corpo de delito. Hoje, posa como ex-combatente de uma guerra que não aconteceu.

Marta Suplicy: Em seu artigo, o Senador se vale exclusivamente do critério “número de mortes” para classificar a ação policial e contrapor as denúncias de violência na operação de reintegração de posse ocorrida em Pinheirinho. Os fatos divulgados publicamente desde o início da operação são suficientes para caracterizar a ocorrência de violação dos direitos humanos no tratamento dispensado aos despejados e o uso excessivo de violência. Relatório preliminar elaborado por Brigadas Populares, Justiça Global, Rede de Comunidades e Movimentos Contra a Violência apontou uso indiscriminado de bombas de gás, spray de pimenta e projéteis de borracha. Algumas imagens mostraram guardas municipais empunhando armas com munição letal. Também houve relatos de agressões, ameaças, espancamentos, obstrução do acesso das famílias despejadas aos seus pertences, destruição das casas com pertences e móveis, abandono do terreno ao saque indiscriminado, obstrução ao trabalho da imprensa e de organizações e instituições defensoras dos direitos humanos. Na reunião da bancada do Partido dos Trabalhadores, ocorrida na última quarta-feira (01/02), o Senador Eduardo Suplicy, que esteve no Pinheirinho, relatou várias destas situações de agressão inaceitáveis.

Aloysio Nunes: A operação foi planejada por mais de quatro meses, a pedido da juíza. Participaram PM, membros do Conselho Tutelar, do Ministério Público, da OAB e dos bombeiros. O objetivo era garantir a integridade das pessoas e minimizar os danos. A prefeitura mobilizou mais de 600 servidores e montou oito abrigos. Os abrigos foram diariamente sabotados pelos autodenominados líderes dos sem-teto, que cortavam a água e depredavam os banheiros.

Marta Suplicy: O Senador fala que a operação foi planejada durante quatro meses, mas até agora não está claro o papel desempenhado pelos membros do Conselho Tutelar, do Ministério Público, da OAB e dos bombeiros na ação coordenada pela Polícia Militar no bairro Pinheirinho. Apesar da participação destes órgãos na operação, há relatos de crianças que se perderam de seus pais durante a operação, de recém-nascidos que foram levados por ambulâncias sem a companhia dos responsáveis e da obstrução do acesso de ambulâncias para resgate dos feridos. Por outro lado, a mobilização de um efetivo de mais de 600 servidores para organizar o processo de desalojamento, triagem e alojamento nos abrigos apenas ressaltou a falta de planejamento da operação. Apesar do número significativo de servidores, o procedimento de retirada das pessoas, catalogação e separação dos pertences e a devolução destes pertences às famílias não ocorreu a contento e a operação acabou levando à perda da maioria dos bens removidos. Além da violência, as famílias desalojadas sofrem com a não proteção de seus bens pessoais. Quanto aos abrigos, relatos dos moradores despejados apontam que em todos os disponibilizados pela prefeitura, as condições sanitárias são precárias, o espaço insuficiente, o atendimento médico aos necessitados inexiste ou depende de trabalho de voluntários. É muito fácil alegar que houve “sabotagem” de abrigos, uma postura idêntica a do ex-diretor regional da Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano (CDHU) em Ribeirão Preto, Milton de Souza Leite, ao insinuar que as fissuras e vazamentos nas casas entregues pelo governo do estado em dezembro eram consequência do mau uso dos moradores e do fato de eles virem de favelas. Mas a precariedade dos abrigos também foi constatada pela Defensoria Púbica de São Paulo em São José dos Campos, que ajuizou uma ação civil pública pedindo à Justiça que determine à prefeitura e ao Estado o acolhimento emergencial da população removida do bairro do Pinheirinho em locais adequados. Os defensores públicos que acompanharam a operação relataram “a falta de estrutura dos equipamentos, com pessoas abrigadas de maneira precária em quadras poliesportivas próximas a viveiros de pombos e fezes de animais”. Segundo o defensor público Jairo Salvador, em declaração ao jornal Folha de São Paulo do dia 24 de janeiro, as pessoas estão “amontoadas” em abrigos e igrejas da região, sem acesso a condições de higiene e comida. Cita a mesma reportagem que a Defensoria identificou “800 pessoas em uma escola que dispõe de apenas um banheiro com duas privadas entupidas e dois chuveiros. Além disso, em grande parte do tempo o imóvel fica sem água”. Além disso, o Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH), após realizar diligência in loco no bairro Pinheirinho, constatou diversas violações aos Direitos Humanos da população envolvida na desocupação, dentre elas, a ausência de condições de higiene, saúde e alimentação adequada nos abrigos; a superlotação nos alojamentos; negligência psicológica, falha na comunicação entre agentes do Poder Executivo local, entre si, e com os desabrigados; entre outras violações.

Aloysio Nunes: O governo do Estado anunciou mais 5.000 moradias populares em São José dos Campos, as quais se somarão às 2.500 construídas nos últimos anos. Também foi oferecido aluguel social de R$ 500 até que os lares definitivos fiquem prontos. Nenhuma família será deixada para trás. Entre verdades e mentiras, é certa uma profunda diferença entre PT e PSDB no enfrentamento do drama da moradia para famílias de baixa renda. O Minha Casa, Minha Vida só vai sair do papel em São Paulo graças ao complemento de R$ 20 mil por unidade oferecido pelo governador Geraldo Alckmin às famílias de baixa renda. Sem a ajuda de São Paulo, o governo federal levaria 22 anos para atingir sua meta.

Marta Suplicy: No último dia 12 de janeiro, a Presidenta Dilma Rousseff participou da cerimônia de assinatura do termo de compromisso com o governo de São Paulo para o Programa Minha, Casa Minha Vida, que contará com investimentos de R$ 6,15 bilhões da União e de R$ 1,9 bilhão do Governo do Estado. Foi ótima esta parceria, pois ela permite ao Estado de São Paulo reduzir o grande déficit habitacional. A ação do Governo Dilma possibilitará a construção de 100 mil unidades habitacionais e ampliará o acesso das famílias de baixa renda ao programa, numa demonstração inequívoca do caráter republicano da relação do governo federal com o governo paulista. E, o contrário da crítica feita pelo Senador, também é verdadeiro. Afinal, o que o Governo do Estado faria com R$ 20 mil por unidade habitacional?

Aloysio Nunes: O PT flerta com grupelhos que apostam em invasões e que torcem para que a violência leve os miseráveis da terra ao paraíso. Nós, do PSDB, construímos casas. Respeitar sentença judicial é preservar o Estado de Direito. É vital que esse princípio seja defendido pelas mais altas autoridades. Inclusive pela presidente, que cometeu a ligeireza de, sem maior exame, classificar de barbárie o cumprimento de uma ordem judicial cercado de todas as cautelas que a dramaticidade da situação exigia.

Marta Suplicy: Não se trata aqui de desrespeito à sentença judicial, mas de combater as posturas arbitrárias, a truculência policial e a falta de planejamento da operação de desalojamento e reintegração de posse. Os fatos amplamente divulgados não condizem com a “cautela” apregoada pelo Senador.

Constrange a todos o mantra do Governo Alckmin: “temos que cumprir a lei”. E a detenta algemada à cama de um leito de hospital dando a luz? Cumprindo a lei? Há acordo quanto ao cumprimento da justiça, mas não sobre a forma de fazê-lo.

Autor(es): Por Raquel Ulhôa | De Brasília
Valor Econômico – 25/01/2012
Integrantes da bancada do PT no Senado cobram atuação da executiva nacional do partido para a solução do impasse entre os senadores Marta Suplicy (SP) e José Pimentel (CE) em torno da primeira vice-presidência da Casa.

Irritados com a disposição de Marta de descumprir acordo de rodízio no cargo feito com Pimentel, colegas de bancada dizem que, se ela não renunciar, ficará isolada e dificilmente será indicada para ocupar outro espaço do partido no Senado nos seis anos que restarem de mandato, após deixar o cargo na Mesa. “Ela estará trocando um ano por seis”, afirma um deles.

O PT de São Paulo e setores da executiva nacional gostariam de ver Marta prestigiada e com visibilidade, porque ela, ex-prefeita de São Paulo, será importante na campanha de Fernando Haddad a prefeito. Temem que, insatisfeita, ela não se envolva na campanha ou tome alguma atitude que prejudique Haddad. A senadora foi preterida na escolha do candidato a prefeito e, por enquanto, não há sinais de que ocupará um ministério.

Mas a bancada petista do Senado tem outras preocupações. A avaliação é que, se o acordo feito há um ano for descumprido, a convivência ficará difícil. A não ser que Pimentel desista da vaga. Ninguém pode obrigá-la a renunciar, um ato unilateral.

Em fevereiro de 2011, Marta e Pimentel disputavam a vice-presidência. O então presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, participou dos entendimentos e deu aval ao acordo de revezamentos entre os dois. Marta cumpriria o primeiro ano e Pimentel, o segundo. A senadora tinha a expectativa de disputar a prefeitura. Mas o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma Rousseff optaram por Haddad.

Agora, Marta avisou ao líder da bancada, Humberto Costa (PE), e ao presidente do partido, Rui Falcão, que não pretende renunciar à vice-presidência. Um dos argumentos a seu favor é o fato de Pimentel ter sido nomeado líder do governo no Congresso. Ou seja, em dois anos de mandato no Senado ele ocuparia dois cargos importantes. E ela sairia para ficar sem nada.

Mas o principal motivo alegado para a desistência da renúncia seria a decisão do líder do DEM, Demóstenes Torres (GO), de pedir abertura de processo por quebra de decoro parlamentar contra ela. Em questão de ordem apresentada em plenário, na eleição dos integrantes da Mesa, ele disse que o mandato é fixado pela Constituição em dois anos e que um acordo reduzindo-o pela metade seria inconstitucional.

Para senadores petistas, esse é apenas “um argumento jurídico que Marta usa para justificar sua posição política”. Eles dizem duvidar que um senador perca o mandato por renunciar a um cargo, e que o STF interfira em questão interna do Senado.

Haverá também rodízio nas comissões presididas pelo PT. Delcídio Amaral (MS) cederia o comando da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) a Eduardo Suplicy (SP). Paulo Paim (RS) seria substituído na Comissão de Direitos Humanos por Ana Rita (ES). Também haverá troca de líder. Disputam Walter Pinheiro (BA) e Wellington Dias (PI).

O Valor procurou a senadora, por meio da assessoria, mas ela não respondeu ao pedido de entrevista.

Vagner Magalhães
Direto de São Paulo

A menos de uma semana da eleição que o coloca em condição de conquistar uma das duas vagas destinadas ao Senado para o Estado de São Paulo, o candidato Netinho de Paula (PCdoB) afirma em entrevista exclusiva ao Terra que essa possibilidade representa para algumas pessoas um sentimento de “raiva”, especialmente entre os integrantes da elite paulista. Na opinião do candidato, há uma superexposição do caso de agressão à sua ex-mulher e de outras acusações a ele que envolveriam violência física, além de problemas financeiros na Organização Não-Governamental que criou em Carapicuíba. Por trás de alguns desses ataques “tem um grande apelo de desconforto racial”, diz ele.

Porém, Netinho diz que o movimento feminista sai fortalecido desta campanha. “Eu acho que cumpri um papel positivo, porque você falar sobre um assunto de agressão, falar sobre a (lei) Maria da Penha, numa candidatura para o Senado em São Paulo, isso nunca foi pauta de discussão de Senado, entende?”

Netinho falou também da relação com a sua companheira de chapa, Marta Suplicy (PT), que ele caracteriza como “cordial”, ainda que não íntima. Segundo ele, durante o período eleitoral, houve orientações diferentes para as duas campanhas que os mantiveram afastados. Descontente com a postura, Lula chamou os dois na semana passada para gravarem juntos, o que se repetiu posteriormente com Mercadante. “É isso que a gente queria desde o início. Antes tarde do que nunca”, disse ele.

Terra – Durante uma entrevista ao Terra, em maio, você disse que se sentia um tanto preterido pelo PT. Ali era o momento que os petistas ainda contavam com a possibilidade de o Gabriel Chalita (PSB) disputar o Senado na coligação. Você acha que hoje, dentro do PT, há uma aceitação total ou você ainda sente que está descolado do partido?
Netinho de Paula – Não, eu acho que a partir do momento em que ficou decidido que eu era o senador que completava a chapa, a nossa opção foi colar no governador (Aloizio Mercadante) e fazer todas as agendas com o governador. Eu acho que isso foi um grande acerto da nossa campanha.

Terra – Isso partiu do PT? Ou foi uma ideia de vocês?
Netinho de Paula – Não, isso partiu do PCdoB, da nossa direção, até porque, em termos de condição de campanha, nossa condição era muito pequena. E o Mercadante também achou que isso seria muito bom. A questão de eu ser uma pessoa bem popular e de ele já ter uma organização política o aguardando para chegar na cidade e tudo mais. A soma disso ia ser muito boa para o nosso trabalho. E foi exatamente o que aconteceu. Eu fui muito bem recebido. Acho que a maioria dos deputados e dos presidentes dos “PTs” que a gente visitou foram todos muito gentis, receberam a gente de braços abertos, entendendo que era um candidato da chapa. O PT do Estado todo abraçou a candidatura.

Terra – Deu para perceber que você realmente ficou muito próximo do Mercadante, até do senador Eduardo Suplicy (PT), que tem participado quase todos os dias na campanha. Vocês tem conversado bastante no sentido de eles te orientarem para saber o que você vai encontrar lá na frente, caso seja eleito?
Netinho de Paula – Eles tem dito muito para mim sobre como o trabalho parlamentar é, em alguns momentos, desgastante. Ainda mais quando você é da base do governo. A função de você estar conversando, dialogando, foi uma opção que eles fizeram. Cada um tem um estilo muito diferente. O Aloizio muito mais voltado para o setor econômico e o Suplicy para a questão social. Isso foi uma química muito boa na defesa do Estado. Eles não queriam que a gente perdesse isso, no caso de dar certo. Eles passam sim muitas dicas do que fazer, do que não fazer, do que é legal, do que não é legal. Têm sido pessoas muito próximas. Esse tempo todo a gente tem conversado, não só em campanha, mas jantando um na casa do outro, trocando ideias.

Terra – Você acha que está preparado? Quando a gente conversou lá no começo da campanha ainda era uma possibilidade, você estava entrando, ninguém sabia exatamente se ia crescer, se não ia. Hoje você está muito próximo, pelo resultado das pesquisas, de ser eleito senador. Você acha que está preparado para a responsabilidade de representar São Paulo no Senado?
Netinho de Paula – Eu acho que eu estou muito preparado. Eu não toparia me candidatar ao Senado sem me sentir capaz de representar esse Estado, de entender as burocracias, os nós que a gente tem no nosso Estado, estar ao lado de pessoas que eu estive, da Dilma, do Mercadante, do próprio Lula, dessas pessoas, nesse tempo todo. Essa parte técnica, de onde a gente vai ter que trabalhar daqui para frente, não só em São Paulo, mas no País. Isso tudo me deu muita base.

Terra – Você estava fazendo uma faculdade de ciência política?
Netinho de Paula – Sociologia. Tive que parar em função de tudo o que a gente está fazendo. Pretendo continuar, eu gosto muito. E a FESP é uma faculdade que se dedica muito ao aluno e faz com que a gente queira cada vez mais aprender também.

Terra – Ao mesmo tempo em que você esteve muito próximo do Aloizio Mercadante, do senador Suplicy, tem sido noticiado também um ponto de atrito com a Marta Suplicy. Nessa última semana vocês estiveram em Brasília, gravaram com o presidente Lula. Depois, no horário político, entrou uma gravação de vocês com o Aloizio Mercadante. Como é que foi a sua receptividade por parte dela?
Netinho de Paula – Eu acho que (as candidaturas) partiram de orientações diferentes. A minha candidatura ficou muito colada à do Mercadante, com a ideia de que nós somos um time e que esse time tinha que trabalhar coeso e que um não disputava, não atrapalhava o público do outro. Eu acho que a Marta teve uma outra orientação, de que atrapalhava e tal. O bacana é que eu acho que, com o tempo, não só os números, os dados, as pesquisas, fizeram os dois lados perceberem que trabalhar junto, num sentido só, como um time, era o melhor. É esse o filme que você viu e é a tentativa que o Lula já vinha fazendo desde o primeiro comício que ele fez aqui em São Paulo, falando: “Quem votar na Marta, vota no Netinho. Quem votar no Netinho, vota na Marta”. Essa é a ideia que a gente defendeu desde o início, mas a direção da campanha da Marta tinha uma outra visão. Eu também não posso dizer que a Marta tenha sido indelicada, ou tenha cometido algum ato falho comigo. Isso não aconteceu.

Terra – A impressão que dá é que ela pode até não ter sido indelicada, mas que também não se envolveu muito. Sempre manteve uma certa distância…
Netinho de Paula – Acho que por orientação, mas todas as vezes em que nós estivemos juntos, a gente sempre conversou, sempre teve uma troca de ideias, sempre foi muito cordial. Houve também aquele episódio de uma pessoa da equipe ter soltado um vídeo, ter mandado para a imprensa, e que para mim também foi superado, porque no mesmo dia em que aconteceu isso ela me ligou dizendo: “Netinho, eu quero que você acredite que não fui eu. Não tem minha autorização. Eu quero que você não leve isso em conta”. A minha relação com ela tem sido de trabalho. Eu não tive tempo, nesses meses, para pensar no que as pessoas estão pensando sobre mim, não dava. Eu tinha que estar na rua, trabalhando, andando, viajando pelo Estado, então, para mim, tudo foi muito válido. A minha relação com ela tem sido melhor a cada dia. Na semana passada, nós fomos para Brasília, gravamos juntos. O vídeo tem tido uma repercussão excelente. É isso que a gente queria desde o início. Antes tarde do que nunca.

Terra – Sua relação pessoal com ela, hoje, é boa?
Netinho de Paula – Acho que é uma relação boa, cordial. Isso… inalterou. Sempre foi, de cumprimento, de troca de ideias. Nós nunca fomos íntimos, né? Estamos mais próximos agora, nessa reta final de campanha.

Terra – Vocês estão disputando o mesmo eleitorado?
Netinho de Paula – Absolutamente, porque são dois votos. Muito pelo contrário, eu acho que a Marta traz com ela, inclusive, um voto para um segmento até mais qualificado, de uma classe média, que eu nunca tive nem acesso. Ela dialoga bem com essa classe. E ela sempre foi uma prefeita que fez um mandato para a periferia. Muito semelhante ao que eu sempre trabalhei, tanto como vereador, ou nas minhas propostas, na música, ou no programa que eu apresentei. Não é conflitante, é complemetar.

Terra – Você foi surpreendido de alguma maneira com tudo que tem vindo à tona nas duas últimas semanas de campanha em relação a você?
Netinho de Paula – No início, eu achava que não iria acontecer nada, esse tipo de ataque e tal, mas, depois que eu vi como eles estavam se comportando no horário eleitoral, eu esperava que, no final, eles iam tentar centrar fogo mesmo. Minha vida, no fundo, nunca foi diferente disso. Sempre foi tudo muito difícil. Eu sei o que representa uma candidatura minha para alguns setores da sociedade, particularmente para essa elite que a gente tem aqui em São Paulo. Um cara que veio do gueto, que vendia doce, que é da periferia, chegar, disputar e ganhar o Senado em São Paulo, para algumas pessoas tem o sentido de raiva. Por trás de muitos desses ataques, de informações falsas, de coisas que eles publicam, tem um grande apelo de desconforto racial.

Terra – O que você considera falso?
Netinho de Paula – Muita coisa do que eles falaram, de falta, de ficar me xingando, falando que eu sou um covarde, de falar do projeto, que é uma coisa que eu sempre amei tanto, lá na Cohab, nossa galerinha, a molecada, de falar dessas coisas da minha vida pessoal. Aí é apelação, eles estão raivosos mesmo.

Terra – A questão da agressão à sua ex-mulher… Você acha que vai carregar esse peso para sempre?
Netinho de Paula – Eu não acho. Na verdade, eles não tinham muito o que falar de mim. Eles pegaram alguma coisa que aconteceu em 2005 e trouxeram à tona para um debate de Senado. Eu acho que a gente tem que ver por dois lados esse assunto. Eu acho que cumpri um papel positivo, porque você falar sobre um assunto de agressão, falar sobre a (lei) Maria da Penha, numa candidatura para o Senado em São Paulo, isso nunca foi pauta de discussão de Senado, entende? Eu acho que o movimento feminista sai fortalecido dessa eleição. Quanto à minha posição, a população em geral, não só do Estado de São Paulo, mas do Brasil, já sabia minha posição, já sabia o que eu tinha feito, e eu fui eleito depois disso, voltei com o meu programa depois disso, com altos índices de audiência, e fui muito bem votado, dizendo o seguinte: “Legal. Fato superado”. Então eu acho que eles não tinham muito por onde me pegar. Acho que foi uma falha de marketing da campanha dele (Aloysio Nunes Ferreira). Para mim, isso é uma coisa já resolvida na minha vida.

Terra – Você acha que, hoje, é o Aloysio quem pode colocar uma das vagas de vocês em risco? Como é que vocês estão lidando com esse crescimento dele nessa reta final? Você e a Marta estão estabilizados nas últimas pesquisas e ele tem apresentado um crescimento. De alguma maneira, um dos três vai sobrar…
Netinho de Paula – Eu acho que o crescimento dele é algo natural nesse processo, com a saída do Quércia, com o afastamento do senador Tuma, em função de ele ter ficado doente e não estar fazendo corpo-a-corpo na rua. Com o tempo de TV que ele herdou, com a força do PSDB no Estado, a tendência não era ele ficar com 4, 5, 6 pontos, como ele estava. Acho que é natural ele crescer. Eu acho que nós trabalhamos, tanto eu como a Marta, nós fomos para o vídeo para fazer propostas, para falar o que acha que seria bacana para São Paulo e de que forma o Senado podia influenciar nessas propostas que a gente pretende implantar. Acho que o povo comprou essa ideia, enquanto ele ficou voltado para mim. Acho que isso atrapalhou um pouco sim.

Terra – No domingo, a Folha de S. Paulo publicou uma matéria sobre uma outra agressão a uma funcionária da Vasp. Como é que você explica isso?
Netinho de Paula – Além de ser uma inverdade, teve até um acordo para não ter problema. Ela tinha que provar que houve a agressão. Não houve a agressão. Ela sentiu que foi um dano moral, porque tivemos uma discussão no aeroporto por atraso do voo. Eu tinha que embarcar, estava com overbooking, eu queria falar com ela e ela deu as costas. Eu falei: “moça, você não pode me dar as costas. Eu estou falando com a senhora”, ela falou: “você está gritando comigo”, e foi parar tudo na delegacia. Foi uma discussão, que virou um processo, porque ela disse que em função dessa discussão a saúde dela complicou e tal. O juiz perguntou: “tem acordo”, eu falei: “tem acordo”. Fizemos um acordo e segui minha vida. Ela entrou com uma ação de R$ 80 mil, mas foi feito um acordo em um valor menor e ela foi embora. Eu não entendi quando voltou esse assunto, eu fiquei pensando “espera aí, a Folha trouxe isso agora, na semana da eleição, por qual motivo? Alguma coisa tem”. A mulher eu nunca mais vi desde 2001 e, resolvido, toquei a minha vida. A briga com a Sandra, a minha ex-esposa, foi em 2005, inclusive a Sandra estava comigo no aeroporto quando aconteceu isso. Não tem nada a ver com a discussão no Senado. Eu não entendi o porquê estão fazendo isso. Quer dizer, não sou tão inocente. Essa semana, tudo o que eles puderem fazer, eles vão fazer. Se tiver algum carnê que eu não paguei, que eu atrasei… Na época que eu morava na Cohab, eu recebi umas cartas pretas que estavam atrasadas, porque era difícil, mas eu paguei tudo. Se eles trouxerem isso também, é a minha vida, é isso aí.

Terra – Você citou o projeto social Casa da Gente, tem também essa questão da dívida, o que se passa aí?
Netinho de Paula – Isso não tem nada a ver comigo. O instituto tem a vida dele, tem a direção que pode responder por ele, pelas coisas que eles fazem…

Terra – Mas tem o seu nome associado, de alguma maneira…
Netinho de Paula – Com muito orgulho. A gente que ajudou a criar aquilo, a gente que sonhou com aquilo. Se tiver dívida, paga a dívida, não tem problema nenhum. Não tem como as pessoas pegarem o dinheiro do instituto. Eles tiveram problema na prestação de contas, foi isso que aconteceu. Pelo menos nisso eu acho que a matéria foi verdadeira, de dizer que está na tomada de contas e que não houve má fé. O problema é que eles põe na chamada “ONG do Netinho deve não sei quanto”, aí neguinho já pensa “ai, meu Deus, roubaram as crianças”. Aí é armação.

Terra – Mas é a ONG no Netinho, não é? Todo mundo conhece aquilo como a ONG do Netinho. Para o bem ou para o mal…
Netinho de Paula – É verdade, mas, poxa, falar isso da ONG é mancada, né? Continua falando de mim, me xinga, mas deixa nossa Cohab tranquila lá.

Terra – Mas tem problemas, não é? E não é um valor baixo, convenhamos…
Netinho de Paula – Porque os projetos que foram executados não foram pequenos, né? Eles dizem, por exemplo, que o dinheiro foi usado para a construção da sede. Como é que ia construir a sede se ela já existia? O governo não ia dar rescurso para implementar programas se não tivesse a sede. Eu conheci a nossa imprensa, de verdade, nessas últimas duas semanas. Fica muito claro que ela tem lado, né? Ela está a serviço de algumas coisas. Fiquei muito triste mesmo.

Terra – Isso embasa o discurso do Lula, no comício em Campinas, em que ele falou que a imprensa estava tomando partido político, que até gerou uma discussão sobre liberdade de imprensa. Como é que você vê isso?
Netinho de Paula – Acho que é legítimo. Acho que você tem até que ter lado, desde que você assuma. Eu não acho que tem que ter isenção não. Quem optar por isenção, que seja isento e fale: “eu sou isento”, mas quando você começa a colocar coisas que não são verdades… A minha pergunta é a seguinte: então, se a ONG do Netinho tem problemas, nenhum dos outros candidatos que estão disputando ao Senado têm problemas? É só o Netinho que tem problemas? Essa é a pergunta que fica. Por que não é dado aos outros candidatos a mesma invasão de privacidade, de problemas, de vida, de questões pessoais? O nosso povo não está mais bobo, entende? A galera meio que se liga. É o que eles falam para mim na rua, o povo fala: “Neto, fica firme. Eu poderia ficar sentado no sofá dando risada de vários programas, como todo mundo faz, mas eu vim para a política porque eu acho que eu posso ser melhor do que está, eu acho que eu posso contribuir. Eu vim porque eu quero contribuir, não é porque eu preciso da política para poder viver. Se eu fizer meus shows, eu vou viver muito bem.

Terra – Você tem uma carreira dentro do mundo artístico e deve ter tomado conhecimento que no Twitter, a Rita Lee desceu a lenha, escreveu uma historinha referente a você. Você chegou a ver, soube disso?
Netinho de Paula – A Rita Lee?

Terra – Ela escreveu uma história de ficção que envolvia o seu nome, falando de episódios de violência… Você acha que de alguma maneira, esses episódios podem deixar em você uma marca de uma pessoa violenta? Tem o caso da sua ex-mulher, esse outro caso da Vasp, a história do pessoal do Pânico, que você também teve atrito…
Netinho de Paula – Eu faço a seguinte análise para você. Eu tenho 40 anos de idade. Em termos de violência, você citou três episódios.

Terra – Da última década…
Netinho de Paula – Eu não lembro de ter mais, mas digamos que eu tenho três episódios que vocês então citam como eu sendo violento. Será que em 40 anos de tudo o que eu fiz, de bom, ninguém vai perguntar… O Neto fica como uma pessoa que fez isso, que foi o primeiro negro aí nos últimos 40 anos a ter um programa de televisão, que trouxe uma discussão sobre a periferia urbana de São Paulo com o seriado Turma do Gueto, que organizou como o primeiro grupo aqui da cidade de São Paulo uma ONG em um município que precisa. Eu acho que tem coisa muito mais positiva do que isso. E é essa resposta, essa força que o povo me dá. É diferente dessa imprensa que tem feito isso massivamente nesses últimos dois três meses em que eu me tornei candidato ao Senado. Porque o Senado é algo que mexe muito com essa nossa elite conservadora. E eu quero ter muito a oportunidade de mostrar que sem revanchismo, essa elite estava equivocada. Eu quero mostrar que a gente vai melhorar a receita do nosso Estado, que a gente vai implementar boas políticas públicas e que eles possam falar assim: realmente a gente estava enganado com relação ao Netinho. Esse é o meu anseio.

Terra – Você foi eleito vereador com 88 mil votos em 2008. Você acha que o seu mandato que tem pouco mais de um ano e meio foi suficiente para convencer o eleitorado de que você pode ser um bom Senador?
Netinho de Paula – Não é um mandato de vereador, em um ano e meio ou dois anos que vai falar se uma pessoa vai ser um bom senador ou se a pessoa pode ser um bom prefeito ou um bom governador. São os projetos, os planos, os desejos, os sonhos, o seu poder de convencimento, a sua história de vida que te credencia. Ou para você ser um bom vereador ou para você ser um presidente da República, como foi o Lula. Eu acho que esses rótulos que são dados… Como é que pode, o cara passou um mês como vereador e quer ser presidente da República. Eu acho que isso aí, não é esse trâmite que deve ser questionado. O que tem de ser questionado é o seu desejo. Para ser senador, você precisa ter popularidade? Um pouco. Você precisa conhecer um pouco do Estado? Precisa conhecer… Precisa ter bons projetos? Precisa ter boas alianças, precisa ter bons aliados? Isso eu acho que eu tenho. Acho não, eu tenho certeza que tenho. Não é à toa que a maioria desses meus aliados são pessoas que estão aí para ser entre os mais votados esse ano. Portanto eu me sinto muito tranqüilo em relação a isso.

Terra – Que garantias o senhor pode dar para o eleitor que cumprirá os oito anos de mandato no Senado. Aliados seus, em conversas particulares, falam até de o ser candidato a prefeito em 2012…
Netinho de Paula – Diferente de outros políticos, eu tenho o compromisso de ser um bom senador, no tempo que eu puder ser um bom senador. Porque ser candidato a governador, ou ser candidato a prefeito ou a presidente, é muito mais do que você querer. É você ter um grupo e uma quantidade expressiva de pessoas que queiram. Portanto, se eu fui durante quase dois anos vereador e acredito que serei eleito para o Senado, é porque o povo quis. Se o povo quiser que eu seja um prefeito ou que eu seja um governador, eu farei a vontade do povo. Eu hoje, eu Netinho, tenho a vontade de ser um ótimo senador.

Terra – Você tem ambições políticas, ainda que não seja agora, mais adiante…
Netinho de Paula – Acho que o político que não tiver ambições de crescer, de poder ampliar os seus horizontes, não deveria ser político. Mas acho que tudo isso é construído ao longo do tempo. Eu entrei como vereador sabendo e comunicando a todos que queria disputar para o Senado. Com relação a outros pleitos, hoje eu não tenho, nem essa pretensão. Minha vontade hoje é de fato ser um bom senador.

Terra – E como conciliar essa carreira de Senador. O senhor tem sido alvo de críticas por ter faltado aqui como vereador ter mantido a carreira de artista, que isso tenha talvez prejudicado um pouco o seu mandato como vereador. Dá para conciliar as duas coisas, o senhor no Senado com a carreira de artista. Como se concilia isso?
Netinho de Paula – É com essas coisas que eu fico triste. Com mentiras, com inverdades. Porque eu não tenho porque faltar na Câmara, onde as sessões são à tarde e acabam geralmente às 9 horas da noite. Quem é que vai fazer show, terça, quarta e quinta, das 15h às 21h? Estão chamando o povo de burro. O povo não é burro. Falar essas coisas é querer instigar o povo a uma coisa que o povo… O nosso povo, quando vai curtir, é sexta-feira depois das 10 da noite, é sábado, é domingo. É onde eu sempre me apresentei a vida inteira. Então, falar uma coisa dessa é xingar o povo.

Terra – Mas há registro de faltas lá. Aconteceu alguma outra coisa?
Netinho de Paula – Não há. A gente tem de ser verdadeiro. Foram 190 sessões que a gente teve. Dessas 190 sessões, eu tive duas ausências que não foram justificadas. Duas ausências que não foram justificadas e todas as outras ausências foram representando a Câmara em alguma cidade. Então não tem sentido. A informação é fruto de um levantamento de uma entidade que sequer leva em consideração a comissão que eu presido, que é a Comissão da Criança e do Adolescente. Porque como ela é extraordinária, eles não dão atenção para essa comissão. Ela serve a alguns interesses que eu fico muito triste de saber… Então não é verdade. Eu pediria, para pelo menos a imprensa que for séria, não faça isso… Porque é mexer com 86 mil votos, pessoas que acreditaram em mim. Já pensou eu faltar porque eu fui fazer um show à tarde? Isso é chamar o povo… é brincar com o povo. Então isso não pode fazer, não é verdade.

Publicado em 24 24UTC julho 24UTC 2010 por murilopohl

Quero ver a estrela brilhar…

… a estrela do povo!

 

A hora é agora!

Chegou o Senador Suplicy.

 

Com a palavra o Ministro Paulo Vanucchi.

 

Estamos correndo o risco de faltar espaço… não para de chegar militantes.

 

 

 

Vamos lá gente! Pura emoção… agora é 13!

O Futuro Governador Mercadante e a futura Senadora Marta acabam de chegar…

A futura primeira mulher senadora por São Paulo, Marta inicia seu discurso… Fala do desespero do Serra e do PSDB…

Fim do lançamento e início da campanha pra valer. Militância com material na mão.

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A coligação Para o Brasil Seguir Mudando recebeu um apoio expressivo de lideranças do Oeste paulista. Mais de duas mil pessoas estiveram reunidas para apoiar a candidatura de Dilma à Presidência da República, no Centro Universitário de Jales (SP), no encontro regional da coligação PMDB-PT. O evento marca o início de uma série de encontros que serão realizados no estado. Mais de duas mil pessoas estiveram reunidas para apoiar a candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República, na tarde de sábado, 17 de julho.

Na abertura, o prefeito de Jales, Humberto Parini, destacou algumas qualidades de Dilma. “Como ministra, ela afastou o risco do apagão energético, que ocorria antes do governo Lula. Além disso, ajudou o presidente a superar a crise financeira internacional”, disse.
“O nosso Lula escolheu você e, se ele escolheu, todos nós a escolheremos. Você é a nossa presidente”, afirmou o candidato a senador Netinho de Paula (PCdoB-SP). A candidata ao Senado Marta Suplicy (PT-SP) enfatizou que Dilma dará continuidade as ações do governo Lula. “Ela [Dilma] manterá os três eixos do nosso governo: inclusão social, infraestrutura e soberania”, discursou Marta.
União dos partidos
Já o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wagner Rossi, ressaltou que o PMDB escolheu “o melhor dos seus quadros” para ser vice na coligação. Dilma justificou a escolha de Temer como vice-presidente na chapa: “competente, capacitado, é um vice que não é improvisado”.
O candidato ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, engrossou o coro dos elogios à Temer. “É um grande cacique do PMDB, que têm História, que têm luta”.
Temer salientou que a união dos partidos os levará a ganhar as eleições. “Quando vejo aqui presente a grande maioria do PMDB de São Paulo e a quase totalidade do PT, penso: Dilma, nós temos que nos acostumar com a vitória”, pontuou, sob aplausos.
Em seu discurso, Dilma ressaltou as qualidades do candidato a vice-presidente, Michel Temer (PMDB). “Competente, capacitado, um vice que não é improvisado”, definiu. Michel Temer, por sua vez, disse que têm uma “alegria cívica extraordinária”, porque sabe que encerrará a vida pública “ao lado de uma grande presidente”.

Dilma também afirmou que São Paulo merece sediar a abertura da Copa do Mundo de 2014. “Mais que merecer, tem todas as condições, tem experiência em sediar grandes eventos”, explicou. “Me estranha muito que nós não protestemos sobre essa história de São Paulo não abrir a Copa do Mundo. Tenho certeza que o povo não vai deixar, no dia 3 de outubro, que isso ocorra.”
Já o candidato ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, criticou os pedágios nas rodovias paulistas. “A minha política é acabar com o abuso dos pedágios, porque isso tá acabando com uma parte da economia do interior”, disse, sob aplausos, Mercadante. “Hoje, 443 municípios têm só 5% do PIB do estado”, afirmou o petista.
Também estiveram presentes no evento, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha; o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wagner Rossi; os candidatos ao Senado Marta Suplicy e Netinho, além de centenas de prefeitos do Oeste paulista.